30 novembro 2024

Carta ao leitor(a) - Harry Potter e a Pedra filosofal - J.K. Rowling

22:05 0 Comments

 



Querido(a) leitor(a), 


Hoje falarei sobre um livro que acredito ser conhecido (praticamente) por todas as pessoas que estão dentro do "mundo literário" e alguns fora dele também: Harry Potter e a Pedra Filosofal, escrito por J.K. Rowling. Conheci a história na minha infância/adolescência por meio dos filmes, passado tantos anos me permiti conhecer o universo exposto na escrita da autora e com alguns anos mais, estou eu aqui escrevendo sobre.


Esse primeiro livro da famosa série Harry Potter, começa com Harry, um garoto órfão que vive com seus tios abusivos, descobrindo que é um bruxo no seu décimo primeiro aniversário. Ele  então é levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde começa a desvendar os mistérios de seu passado e a enfrentar desafios mágicos.


Ao longo do livro vamos conhecendo a jornada de Harry para se adaptar ao mundo mágico e descobrir mais sobre seus pais e seu próprio destino. Ele faz amigos leais, como Hermione Granger e Ron Weasley, e juntos eles enfrentam várias aventuras. O ponto culminante do livro é a descoberta da Pedra Filosofal, um objeto mágico que concede imortalidade, e a tentativa de impedir que ela caia nas mãos de Voldemort.


A narrativa do livro é envolvente e bem estruturada, com uma mistura de suspense, humor e emoção. Rowling utiliza uma linguagem acessível e rica em detalhes, o que torna a leitura ainda mais interessante. A construção do mundo mágico é um dos pontos altos do livro, com descrições vívidas de lugares como o Beco Diagonal e Hogwarts.


Como disse anteriormente, conheci a história por causa dos filmes e ao ler o livro fiquei buscando semelhanças e diferenças. Percebi que algumas cenas e personagens secundários foram omitidos ou reduzidos para manter o ritmo e a duração adequados para o cinema. Por exemplo, a presença de Pirraça foi completamente cortada. Apesar disso, acho que tanto o filme como esse primeiro livro são muito bons em iniciar essa história que há décadas encanta tantas pessoas.


Como li o livro digital não posso descrever detalhes que somente o físico apresenta (diagramação, capa, fonte, etc.), mas deixo aqui registrado como foi bom voltar a um tempo nostálgico que foi um período único da minha vida. Então, escrever sobre esse livro é uma maneira não só de registrar essa leitura como também reparar esse "falha" de não ter mergulhado na escrita na época. 


"Harry Potter e a Pedra Filosofal" é uma obra que encanta leitores de todas as idades com sua narrativa mágica e personagens memoráveis. A habilidade de Rowling em criar um universo tão detalhado e envolvente é o que torna este livro um clássico moderno. Se você ainda não leu, vale a pena mergulhar neste mundo de magia e aventura. Quem sabe, você possa também voltar a lembrar de um momento do passado que foi muito bom, em que éramos felizes e sabíamos disso (ou que você possa confirmar que a trama não era isso tudo... rsrs).


Enfim, espero que tenha gostado do que foi dito aqui e que em breve eu possa receber uma resposta sua, 


Até breve. 


Vento Literário










11 outubro 2024

O Vento me disse...#94: Não era pra ser uma história de amor - Sarah Adler

14:11 0 Comments

 



NÃO ERA PRA SER UMA HISTÓRIA DE AMOR 

Autora: Sarah Adler

N° de páginas: 304

Editora: Arqueiro

Ano: 2023

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Uma viagem improvável reúne um escritor cínico, uma eterna romântica e uma urna funerária, mudando suas vidas para sempre. Millicent Watts-Cohen tem uma missão a cumprir. Determinada a reafirmar o poder duradouro do amor, ela decide levar as cinzas da Sra. Nash, uma idosa de 98 anos que se tornou uma grande amiga, de Washington até a Flórida. Seu objetivo: reuni-la, ainda que simbolicamente, ao grande amor de sua vida, oitenta anos depois.Mas as coisas não saem como previsto por Millie. Depois que uma pane geral no sistema de aviação cancela todos os voos, ela acaba pegando uma carona com Hollis Hollenbeck, um antigo colega do seu ex, que está indo de carro até Miami. Ele é um escritor enfrentando um bloqueio criativo e certamente não acredita no clássico “felizes para sempre”.Ao longo de muitos quilômetros de estrada, enquanto os dois discutem sobre a playlist ideal para a viagem e lidam com restaurantes exóticos, uma pousada de gosto duvidoso, um festival de brócolis e um cervo histérico, Millie começa a suspeitar que seu relutante parceiro pode gostar mais da companhia dela do que deixa transparecer.E, quanto mais perto eles chegam do destino, mais ela se vê forçada a admitir que essa viagem não é apenas sobre a história de amor da Sra. Nash – talvez seja sobre a dela também.


Não era pra ser uma história de amor de Sarah Adler que foi publicado no Brasil pela Editora Arqueiro, é uma daquelas leituras que te proporciona uma história leve, algumas risadas e de quebra, te faz refletir sobre o amor e suas surpresas.  A trama gira em torno de Millicent, uma ex-celebridade mirim com uma missão um tanto peculiar: levar as cinzas de sua amiga de 98 anos, Sra. Nash, de Washington até a Flórida, para reuni-la simbolicamente com o grande amor de sua vida.


A viagem, que já começa com um toque de comédia/desastre devido a uma pane no sistema de aviação, se torna ainda mais interessante quando Millie pega carona com Hollis Hollenbeck, um escritor cínico que vem enfrentando um bloqueio criativo, que além de ser um ex-colega de seu ex-namorado é totalmente o oposto de Millie em relação as crenças sobre o amor. Tenho que dizer que esse início me lembrou o filme "Forças do destino", protagonizado por Sandra Bullock e Ben Affleck nos anos 90, obviamente, as histórias são diferentes mas tenho que já adiantar que esse clima de "filme de sessão da tarde" permeia a trama.


Ao acompanhar essa jornada dos protagonistas, vamos acompanhando diálogos espirituosos, situações divertidas (como um festival de brócolis e um cervo histérico), e momentos de introspecção que fazem o leitor torcer pelo improvável casal. A química entre Millie e Hollis é palpável, e é impossível não se envolver com suas discussões. De modo geral, o que mais gostei foi o fato de não ter tantas situações dúbias em que os personagens querem uma coisa e fazem outra, acho que eles são até bem diretos no que desejam. 


Sarah Adler consegue equilibrar humor e emoção, criando personagens autênticos e adoráveis. A escrita é leve e envolvente, perfeita para quem busca uma leitura descontraída, mas com uma boa dose de profundidade. O livro narra não só as vivências dos protagonistas como também volta no tempo mostrando um pouco sobre o amor da Sra. Nash na época da guerra e tal, acredito que essa escolha foi interessante pra gente ter mais empatia pela jornada da Millie em levar as cinzas da amiga. Apesar dos pontos favoráveis preciso confessar que demorei um pouco pra terminar a leitura (parei ela umas três vezes), mas não consigo dizer se foi pela narrativa da autora ou se simplesmente não estava tão no clima. Nesse sentido, deixo com vocês a decisão da leitura dessa história.


Por fim, acredito que a mensagem final de Não era pra ser uma história de amor, de que o amor pode surgir nos momentos mais inesperados e de que vale a pena acreditar nele, foi transmitida perfeitamente. Recomendo para quem está em busca de um romance leve e cheio de ❤️.





19 agosto 2024

O Vento me disse...#93: A Verdade sobre amores e duques - Laura Lee Guhrke

10:00 0 Comments


A VERDADE SOBRE AMORES E DUQUES 

Autora: Laura Lee Guhrke

N° de páginas: 320

Editora: Harlequin Books

Ano: 2018

Série: Querida conselheira amorosa #01

Skoob: Aqui


Henry Cavanaugh, duque de Torquil, anseia por uma vida ordenada e previsível. A única que o ajuda com isso era a mãe... até ela se apaixonar por um artista e decidir seguir o conselho amoroso de Lady Truelove, largando tudo para seguir os desejos do coração. Agora Henry vai exigir que a mulher mexeriqueira que deu aquele conselho imprudente o ajude a impedir que o nome da sua família acabe na lama.Irene Deverill é o que a sociedade londrina considera uma ovelha negra: dirige o jornal da família, é uma solteirona e tem orgulho disso! Mas ninguém sabe que ela possui um grande problema nas mãos: o duque de Torquil demanda que ela o ajude a resolver os problemas da sua família. Esse relacionamento forçado fará despertar nela sentimentos que nunca pensou possuir.



    A Verdade sobre amores e duques é um romance de época que mistura drama e romance, que foi escrito por Laura Lee Guhrke. Publicado em 2018 pela Editora Harlequin Books, a história gira em torno de Henry Cavanaugh, o duque de Torquil, e Irene Deverill, uma mulher independente que dirige o jornal da família. 


    Henry é um homem que preza pela ordem e pela reputação da família, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando sua mãe decide seguir os conselhos amorosos de Lady Truelove, uma colunista de conselhos amorosos que faz parte do jornal da Irene. A mãe de Henry se apaixona por um artista e decide largar tudo para seguir seu coração, o que leva Henry a confrontar Irene para resolver essa "bagunça".


    A querida Irene (ou a própria Lady TrueLove) é uma mulher à frente de seu tempo, que ao comandar o jornal da família sustenta não só uma irmã como também o pai alcoólatra. Ela não tem vergonha de ser uma "solteirona" como muitos apontam, pelo contrário, ela se mostra uma mulher espirituosa e determinada, que luta pelos direitos das mulheres, é independente e não tem medo de enfrentar o duque e sua arrogância.


    O ambiente que a autora nos apresenta une elementos essenciais para as leitoras que gostam de tramas de época. Romance, diálogos afiados e situações cômicas que equilibram os momentos mais tensos, protagonistas que não se gostam e depois vão construindo um caminho, despertando uma tensão que ambos não esperavam. Para mim, essa construção é um dos pontos positivos dessa história, pois quanto mais vou envelhecendo, mais as histórias de amores a primeira vista não me agradam tanto. Então, quando a narrativa demora um pouco mais pra desenvolver o romance, ela é mais crível para mim. Nesse sentido, penso que algumas pessoas podem não apreciar tanto a forma como a autora conduz a história ou até certos personagens. 


    Falando neles, acho que o mais "odioso" deles é o mocinho, o duque possui atitudes realmente detestáveis. Acusa a mocinha por coisas que ela não tem culpa, é arrogante, se acha no direito de certas coisas e que a mocinha deve ceder as suas vontades simplesmente por ele ser um homem aristocrata. Enfim, é inegável que muitas das suas atitudes podem ser consideradas machistas (especialmente quando analisadas sobre o nosso olhar atual). Todavia, acredito que o público que ama romance de época, assim como eu, consegue entender o contexto e todo o universo narrado, até porque o livro não apresenta nenhuma atitude tão grave, além de mostrar uma evolução do personagem que com o tempo vai mostrando um lado mais vulnerável e apaixonado. 


Os capítulos serem alternando entre os pontos de vista de Henry e Irene, nos permite entender melhor as motivações e os sentimentos de cada um. Isso adiciona uma profundidade à trama, pois, conseguimos ver como cada personagem lida com os fatos que vão acontecendo.



    A Verdade sobre amores e duques é uma boa leitura para quem gosta de romances de época com protagonistas fortes e teimosos. Laura Lee Guhrke nos entrega um romance que une elementos já conhecidos e adiciona outros que tentam diferenciar a trama das demais. Não diria que é um dos meus favoritos, mas também não diria que tem uma história ruim. Recomendo especialmente para quem já curte o gênero. 

12 agosto 2024

O Vento me disse... #92: O jogo do amor/ódio - Sally Thorne

20:54 0 Comments


O JOGO DO AMOR/ÓDIO 

Autora: Sally Thorne

N° de páginas: 400

Editora: Universo dos livros

Ano: 2017

Skoob: Aqui


Sally Thorne surge na cena literária apresentando um ambiente de trabalho hilário e sensual em uma comédia sobre aquela conhecida linhazinha tênue entre o amor e o ódio. Lucy Hutton e Joshua Templeman se odeiam. Não é desgostar. Não é tolerar. É odiar. E eles não têm nenhum problema em demonstrar esses sentimentos em uma série de manobras ritualísticas passivo-agressivas enquanto permanecem sentados um diante do outro, trabalhando como assistentes executivos de uma editora. Lucy não consegue entender a abordagem apática, rígida e meticulosa que Joshua adota ao realizar seu trabalho. Ele, por sua vez, vive desorientado com as roupas coloridas de Lucy, suas excentricidades e seu jeitinho Poliana de levar a vida. Diante da possibilidade de uma promoção, os dois travam uma guerra de egos e Lucy não recua quando o jogo final pode lhe custar o trabalho de seus sonhos. Enquanto isso, a tensão entre o casal segue fervendo, e agora a moça se dá conta de que talvez não sinta ódio por Joshua. E talvez ele também não sinta ódio por Lucy. Ou talvez esse seja só mais um jogo.



O Jogo do amor/ódio da autora Sally Thorne, publicado no Brasil pela Universo dos Livros,  é uma comédia romântica que narra a relação conflituosa entre Lucy Hutton e Joshua Templeman, dois assistentes executivos de uma editora que se odeiam desde o primeiro dia de trabalho. Eles vivem em uma constante disputa de poder, jogos psicológicos e provocações, até que surge a oportunidade de uma promoção que os coloca em uma competição ainda mais acirrada. Entretanto, conforme eles se conhecem melhor, eles percebem que talvez o ódio que sentem um pelo outro seja apenas uma máscara para uma atração irresistível.


A trama é daquelas já bem conhecidas que reúne um "Enemies to Lovers" maravilhoso e bem divertido. A autora soube criar uma química incrível entre os protagonistas, que são personagens bem construídos e carismáticos. Lucy é uma mulher inteligente, otimista e determinada que tem um senso de humor sarcástico e uma personalidade forte. Joshua é um homem sério, metódico e exigente que esconde um lado gentil, sensível e protetor. Os diálogos entre eles são ágeis, irônicos e repletos de tensão sexual. O leitor se diverte com as brigas, os desafios e as provocações que eles trocam, mas também se emociona com os momentos de vulnerabilidade e carinho que eles compartilham.


O livro é um prato cheio para quem ama romances leves, divertidos e apaixonantes. Além disso, a autora também consegue trazer alguns temas mais "sérios", abordando desde  relacionamentos familiares ao próprio crescimento pessoal dos protagonistas. É muito bom acompanhar o desenrolar da trama, tanto que nem percebemos as quase 400 páginas que são narradas em primeira pessoa pela Lucy. 



O Jogo do Amor/Ódio é um livro que consegue equilibrar o humor, o drama e o romance de forma muito bacana. Definitivamente, a história é perfeita para quem procura uma leitura rápida, divertida e despretensiosa. 


06 março 2022

TAG Li até a página 100 - Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter

13:49 0 Comments


A postagem de hoje é uma TAG literária bem legal  que sempre tive vontade de responder. Ela foi criada pelo blog Eu leio, eu conto e consiste em responder perguntas sobre a leitura do momento, isso depois de chegar na página 100 do livro. Vamos nessa?!


Livro: Dez formas de fazer um coração se derreter 

Autora: Sarah MacLean 

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 352



Primeira frase da página 100:

"Não posso! - Ela balançou a cabeça e virou de costas, mais uma vez, descendo a rampa do telhado, suas palavras chegando até ele através do vento que fustigava seu rosto. 

Do que se trata o livro: 

O livro conta a história de amor entre a filha de um conde, Isabel, e um lorde inglês que "fugindo" de damas casamenteiras acaba indo parar no interior. Estamos falando de um romance de época, ainda mais de Sarah MacLean, então temos um pouco de drama e muito romance regado a cenas de tirar o fôlego. 

O que você está achando até agora? 

Apesar das coisas acontecerem em um curto espaço de tempo, acho que demorou um pouquinho pra trama engrenar (o que também não foi um problema pra mim pois amo livros que desenvolve bem as coisas antes do ápice da história). As coisas estão começando a esquentar agora. 

O que está achando da personagem principal?

Isabel está me ganhando, apesar dela ser um pouco teimosa, consigo entender os motivos dela agir assim. Ela é forte e frágil ao mesmo tempo, algo que estou gostando de acompanhar. Nick também tá sendo um ótimo protagonista, mesmo sendo quem é e fazendo o que faz, ele parece não ter medo de agir de acordo com o que sente. 

Melhores quotes até a página 100:

"- Se aprendi uma coisa na vida, Lara, é que a maioria dos homens é tudo menos boa. E os que são bons não têm o costume de vir à área rural de Yorkshire atrás de solteironas como eu". 

Vai continuar lendo?

Definitivamente sim, a trama tá começando a ganhar um bom contorno. Os protagonistas estão começando a se envolver e conhecendo a autora deve vim coisa boa pela frente. 

Última frase da página 100:

Com o balde na mão, ele lançou um olhar pelas terras até o estábulo, onde o garoto que havia encontrado mais cedo fechava a porta...



Até a próxima! 






04 março 2022

Carta ao leitor (a): Feios - Scott Westerfeld

19:12 0 Comments


Querido (a) leitor (a),


A primeira edição de Feios de Scott Westerfeld foi lançada no Brasil há quase uma década pela Galera Record, desde então, me perdi e me encontrei com ele algumas vezes ao longo desses anos, mas nunca me permiti mergulhar de fato no seu enredo, mesmo achando a premissa do livro realmente interessante. 

Basicamente, o livro conta a história de Tally, uma jovem de 16 anos que não vê a hora de se tornar "perfeita". E isso acontece quando justamente na sua idade, os jovens passam por uma cirurgia que transforma a sua feiúra - ou simplesmente o que consideramos normalidade - em uma beleza padrão que deixa todos estonteantes, felizes e confiantes. Os feios e os perfeitos são divididos em uma sociedade pós-apocalíptica que se transformou ao longo do tempo e que é diferente do que conhecemos hoje. 

Quando adentramos a leitura começamos a extrair algumas intenções do autor, a começar pela critica dessa busca desmedida dos humanos em mudar suas características tentando se encaixar em um padrão de beleza esperado pela sociedade, algo que vemos na nossa realidade quando abrimos as redes sociais e encontramos fotos e mais fotos de pessoas com o mesmo tipo de roupa, cabelo, boca, nariz... Além dessa valorização sobre a beleza, vamos dizer assim, outro ponto que o autor crítica  - de maneira sútil - é o modo como o ser humano usa e abusa da natureza, de modo que na trama, a natureza acaba "devolvendo" anos de exploração e descuido. Todos estes pontos são bem envolventes e muito provavelmente seria o necessário pra tornar a trama simplesmente inesquecível, concorda comigo? Pois bem, seria... mas, entretanto, todavia... não foi! 

Infelizmente, o modo como a trama foi desenvolvida não me prendeu, a todo instante ficava com a sensação de que faltava algo na trama, mais ação, adrenalina, mais informações, mais carisma dos personagens, ahhhh esse é um ponto importante, os protagonistas, ao meu ver foram bem insossos e não conseguiram  gerar aquela empatia que permitiria que essa pessoa que vos escreve torcesse por eles e consequentemente pela trama. 

A protagonista, Tally, nunca questionou o sistema e sempre ansiou pelo momento em que deixaria de ser a "vesguinha", tudo aí dentro do esperado, no entanto, sua realidade acaba mudando quando ela conhece Shay, uma menina que não quer ser transformada. Coisas acontecem que fazem com que Tally parta em uma jornada em busca da sua amiga e do grupo de feios que "ameaça" o sistema. Essa jornada ocupa bastante páginas e assim estamos sozinhos com a personagem, conhecendo seus medos e desejos, o que poderia ser uma forma de se conectar com ela mais que pra mim, foi uma parte bem entediante da história pois justamente não consegui me concetar com a personagem. Quando Tally encontra a amiga e os "feios", ela conhece um dos líderes, David. E aquilo que poderia ser melhorado com o início de um relacionamento entre os personagens, se perde num romance apressado, sem profundidade e sem química - acho que meu cabelo tem mais química que esses dois. Haha 

Se não bastasse isso, as explicações para as consequências das cirurgias e o que aconteceu com a sociedade pra ela se encontrar de tal forma, é mostrado de uma maneira vaga. Além disso, mais pro final, em decorrência das decisões tomadas pela protagonista, ela acaba tomando uma atitude arriscada que serve como pano de fundo para o segundo livro da série e que ao meu ver, utilizou-se de um argumento bem fraco para acontecer, mesmo pra ela que buscava uma certa "redenção".

Por tudo o que disse até aqui, diria que o meu "caminho" com a leitura de Feios foi cheio de buracos e algumas pedras, mas no meio de tudo também encontrei uma flor, que me permitiu refletir sobre a nossa realidade e até que ponto um livro pode ser considerado ruim, tendo elementos tão interessantes. De modo que a leitura pode não ter funcionado pra mim em sua totalidade, mais que com você pode ser diferente. 


P.S. Olha os outros livros da série, inclusive, recentemente eles ganharam capas novas. Bem melhores na minha opinião. Em seguida, deixo a sinopse para caso você tenha a curiosidade.






Te vejo em breve, 


Nah 




SINOPSE 


 FEIOS
Autora: Scott Westerfeld
N° de páginas: 416
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Skoob: Aqui


Tally está prestes a completar 16 anos e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista, mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.






07 fevereiro 2022

Carta ao leitor(a): Algo Maravilhoso - Judith McNaught

18:27 0 Comments


Querido (a) leitor (a), 

Estou eu aqui novamente pra te dizer o que achei de mais uma leitura, que por sinal, tive um contato inicial há sei lá... 10 anos. Isso mesmo, a primeira vez que li Algo Maravilhoso foi lá pra 2011/12 quando comecei a realmente me interessar por livros de época e me encontrei com os enredos da Judith McNaught. Mais os motivos de ter demorado tanto pra falar sobre ele? Nem sei direito mas acho que por ser uma história antiga e por de fato não ter tido contato com o formato físico dele - sendo que o livro foi lançado originalmente na década de 1980 - me fizeram demorar tanto pra falar sobre ele. Algo que compensei recentemente quando comprei a edição lançada pela Bertrand Brasil - que por falar nisso tem uma das capas mais lindas dos romances de época que vem sendo publicados nos últimos anos no país; depois eu mostro pra você a capa desse livro e dos outros que fazem parte da série Sequels, tenho certeza que você vai querer comprar nem que seja pra enfeitar a sua estante, estou certa? 

Mais falando sobre o enredo de Algo Maravilhoso tenho que adiantar uma coisa, apesar da Judith ter uma maneira de escrever que te prende naquele universo, ela também é até certo ponto bem fiel ao contexto histórico da narrativa, então, não pensem que a protagonista terá atitudes que pra muitos de nós, leitoras, poderíamos pensar: "- é a fod***, essa mulher que é decidida, a frente do seu tempo, sabe o que quer, uhhu girl power... Blábláblá... Atitudes essas que achamos interessantes e que até são boas para acompanhar (e que encontramos bastante nos romances de época que vem sendo escritos recentemente), estamos falando de um livro lançado em 1989 que segue o contexto da sociedade aristocrática inglesa do século XIX, então, veremos uma mocinha com atitude? Sim! Um mocinho conquistador? Também. Mais também veremos uma protagonista inocente até não poder mais e um galã com atitudes um pouco machista, ou seja, o que eu quero te dizer é que se prepare pois você pode não gostar de algumas atitudes (ou a falta delas). Pontuando isso, vamos ao que realmente interessa. 

Alexandra Lawrence, ou simplesmente Alex para os íntimos, desde muito cedo não teve uma vida muito fácil, só que as coisas pioram quando o pai dela acaba morrendo e todos descobrem que ele tinha outra família. Ela então acaba tendo que se virar para manter os custos de uma casa falida, uma mãe amargurada e empregados bondosos que já estão mais próximos da morte do que da vida, se é que me entende.. rs Brincadeiras a parte, a situação financeira da coitada é 'barril' demais, mas tudo muda quando em uma situação no mínimo curiosa, ela conhece Jordan Addison Matthew Townsende. Por essa ruma de nome você já deve ter imaginado que o homem não é pouca coisa né, pois num é mesmo, ele é o duque de Hawthorne.

Resumindo tudo, ela acaba salvando a vida dele e ele acaba se casando com ela. O problema é que Jordan teve algumas experiências na vida que o levaram a não ver às relações matrimoniais como algo romântico e apesar do que aconteceu na vida de Alex, ela não viveu o suficiente dentro da sociedade aristocrática para entender o quão duro ela pode ser. Tentando proteger a esposa desse mundo,  Jordan acaba não contando sobre seu passado, o que se torna um erro, ainda mais quando ele acaba sendo dado como "morto" e sua esposa fica exposta para um mundo que não hesita em lhe mostrar o outro lado da moeda e porque não... do seu marido. 

Uma das coisas que mais gosto nas tramas da Judith é o fato dela mostrar diferentes fases da vida dos personagens de modo que somos levados a conhecer os motivos que fizeram cada um seguir por determinado caminho e como esse todo acaba construindo os personagens, em Algo Maravilhoso isso é visto com muita facilidade. Além disso, o modo como a autora consegue transformar um enredo aparentemente simples em algo que realmente desperta emoções é realmente de se aplaudir, teve momentos que eu queria entrar no livro e dizer: "- Acordaaaa besta, aproveita mas desconfia que quando a esmola é muita o santo desconfia." "- Tu é idiota o tempo todo ou só quando tá acordado?" "Poxa vida, pra que tanto mal-entendidos? A boca não foi feita só pra devorar a boca de outro, também serve pra conversar cara***!". rsrs Revoltas a parte, querido (a), nos momentos em que o amor reinava era aquela melação que a gente até pode achar meio brega mais que no fundo a gente adoraaa! 😎 

Assim, entre momentos de tensão, reviravoltas, raiva e de muito romance vamos lendo as mais de 400 páginas dessa história que foi escrita há mais de 30 anos e que ainda assim encanta novas gerações. Se você me perguntar se é o melhor livro de época da autora? Eu teria que responder que não pois existe 'Whitney, meu amor' no caminho e que é um dos meus xodós. Mais se recomendo a leitura? Claro que sim. Especialmente se você costuma ler romances desse gênero e procura por Algo Maravilhoso para se encantar.


P.S. Olha como as capas dessa série são bonitas, não te disse?! 



Espero que goste da leitura, 


Nah 

01 fevereiro 2022

Pensamentos sob uma noite sem estrelas

18:53 0 Comments


Olá galerinha, como estão? Já viram que eu postei essa semana (milagres acontecem haha). Espero que esteja tudo bem nas suas vidas, afinal, essa coisa de pandemia, covid, mexe com a gente né? 

Por aqui tá tudo bem comigo e com a minha família e não estou aqui pra fazer nenhuma promessa, sei que esses meus dois próximos anos serão de muito trabalho e estudo e tenho certeza que não terei como vir aqui constantemente. Já contei pra vocês que além do trabalho e dos estudos eu estou escrevendo em outro site? Pois é...

Só queria avisar que estou bem e acho que logo trarei algumas novidades, a começar pela principal coluna de livros aqui do blog, que é O vento me disse... Acho que mudarei o nome dela e a forma que escrevo as resenhas (que nunca gostei de chamar de resenhas). Penso numa coisa bem bacana... A dica que deixo é vocês conferirem minha última resenha... 

Além disso, vocês tem alguma dica de livros interessantes pra mim? Apesar da falta de tempo (e até da preguiça) estou me desafiando a ler pelo menos 2 livros por mês (eu sei, é muito pouco mas olha que ano passado se li 7 livros foi muito). Então, tô precisando de alguma dica de livros recentes. Se quiserem podem deixar a indicação que eu vou ter todo um carinho de procurar saber mais sobre a história. 

Enfim, nesse momento, sob uma noite sem estrelas, me lembrei que já se passaram sete anos do blog e não celebrei, vejo a "blogosfera" tão diferente de quando comecei 🥺...


Espero que possamos nos encontrar mais vezes.


Beijos 

O Vento me disse... #91 - Evidências de uma traição - Taylor Jenkins Reid

11:54 0 Comments


EVIDÊNCIAS DE UMA TRAIÇÃO
Autora: Taylor Jenkins Reid
N° de páginas: 101
Editora: Paralela
Ano: 2021
Skoob: Aqui

Querido estranho...

Uma jovem desesperada no sul da Califórnia se senta para escrever uma carta para um homem que ela nunca conheceu – uma escolha que mudará sua vida para sempre.
Meu coração te pertence, David. Mesmo sabendo que eu não te conheço...
Pouco a pouco, a correspondência entre Carrie Allsop e David Mayer revela os detalhes de um caso devastador entre seus cônjuges. Ao longo das cartas, eles confessam seus medos e compartilham sentimentos escondidos no fundo de suas almas, tentando decidir como seguir em frente.
Contada inteiramente por meio de cartas, Evidências de uma traição é uma história de decepções, mágoas e segredos, mas também de perdão e recomeços, e de como, no caso de algumas pessoas, a dor pode libertar.



Querido (a) leitor (a),

Evidências de uma traição foi a minha segunda leitura do ano e a primeira vez que tenho contato com a escrita da Taylor Jenkins Reid. Nele pude encontrar a história de uma jovem mulher, chamada  Carrie Allsop, que depois de descobrir que seu marido, chamado Ken vulgo "idiota e traíra dos infernos", a está traindo decide enviar uma carta contando tudo para David Mayer, o marido da amante do seu marido.

A partir desse momento e praticamente em 100 páginas podemos ver a troca de cartas entre todos os personagens - incluindo as cartas dos respectivos amantes - e como eles vão compartilhando seus sentimentos, emoções e vivências que levaram a estarem nessa situação familiar complicada, além de discutirem como seguiram em frente.  

Tudo se passa nos últimos anos da década de 1970 nos Estados Unidos e apesar de, a princípio, parecer uma coisa "novelesca" logo estamos mergulhados na história e dizendo, peraí! Isso não é irreal. O que será que aconteceu nessa parte aqui e que não foi explicado? É nesse momento então que você se pega com raiva de algumas falas, fica feliz em ver que existe conforto e amizade, intrigada e já fazendo algumas suposições que se confirmam ao longo do caminho e outras que nos surpreendem.

Não vou explicar demais pois o melhor de uma história é descobrir por si só o que de melhor ela tem, por hora, foi um prazer acompanhar como a protagonista, através de suas escolhas, conseguiu ter sua vida de volta - apesar de que gostaria que fosse fornecido mais informações no final.

É querido leitor, nem sempre uma história nos agrada, ainda mais quando ela nos leva a refletir sobre os erros que são inerentes a nós, humanos. E Evidências de uma traição nos faz refletir um pouco sobre isso. No final das contas, a minha experiência com essa novela epistolar - que consiste de uma técnica literária que desenvolve a história principalmente por meio de cartas - foi interessante e super agradável (li a história em pouco mais de uma hora) e por tratar de uma temática até polêmica [a infidelidade] me marcou de alguma forma. Definitivamente não foi daquele tipo de livro que você lê e uma semana depois já nem lembra o que falava a história, sabe? 

A narrativa e a história conseguiram me manter curiosa até o final e mesmo a leitura sendo algo despretensiosa me fez questionar: o que eu faria dentro daquele contexto? Será que é possível encontrar situações  e personagens como esses hoje em dia?  

Por isso, se você chegou até aqui e tem um dinheirinho pra conferir a obra, ela foi lançada pela Editora Paralela e está disponível em e-book pela Amazon (clica aqui). Espero que você possa ter sua opinião sobre o livro e quem sabe possa me dizer também o que achou. 


Te vejo numa próxima, 


Com amor 


Nah 😘





24 dezembro 2020

Recadinho de fim de ano

11:00 0 Comments

 


Como vocês estão gente? Quanto tempo que não apareço aqui né? 2020 tá acabando e não foi fácil pra ninguém, espero que as dificuldades que esse ano apresentou tenha sido transpassadas por vocês. Que 2021 seja melhor do que este. 

Esse ano não foi tão bom de leituras pra mim também, dei prioridades para as leituras da universidade (já tinha falado que tô na Universidade de novo???? rsrs) e praticamente abandonei tudo - inclusive as leituras, vamos dizer assim, pra se divertir, passar o tempo.... 

Mais apesar do blog não ser mais uma prioridade pra mim (no momento pelo menos) eu sempre venho aqui no final do ano. Acho que é uma forma de fizer: "Oi gente, tô viva e tá tudo bem!", sei lá, é uma coisa minha pra dizer que tá tudo bem pra todos que ainda passam por aqui.  😁

Esse mês entrei de férias aqui e decidi colocar a leitura em dia, comprei mais livros em um único mês (16 pra ser mais exata) do que nesses últimos anos e estou tentando entrar no clima de blogueira literária.  Rsrs Acho que vocês devem ter visto que eu fiz uma resenha até, publiquei esses dias. Enfim, tô tentando entrar no ritmo mais não estou me pressionando pra voltar com o blog. 

Ao contrário de outros anos em que desejava voltar com postagens mais contínuas aqui, hoje eu só agradeço a cada um que ainda comenta e gosta das postagens que fiz. Vocês não sabem o quanto fico contente em ver que curtem algo que escrevi - por mais que eu sinta que nem são tão boas assim e que apresente bastante erros. Kkkk

Enfim, acho que é isso galera. Um feliz Natal pra vocês e um ano cheio de paz e saúde. Feliz Natal e um super 2020 pra você! ❤

21 dezembro 2020

O Vento me disse... #90 - A Garota do Calendário: fevereiro - Audrey Carlan

15:35 0 Comments


A GAROTA DO CALENDÁRIO: FEVEREIRO
Autora: Audrey Carlan
N° de páginas: 130
Editora: Verus
Trilogia:  A garota do calendário #02
Ano: 2016
Skoob: Aqui
Compre: Aqui

Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em fevereiro, Mia vai passar o mês em Seattle com Alec Dubois, um excêntrico artista francês. No papel de musa, ela vai embarcar em uma jornada de descobertas sexuais e lições sobre o amor e a vida que permanecerão com ela para sempre.




Na procura por uma leitura rápida que me fizesse entrar no clima literário - que perdi durante este ano - decidi entrar no mundo de Audrey Carlan, mais precisamente no mundo da Mia Saunders, A Garota do Calendário. É provável que você já tenha visto ou lido algo dessa série que é composta por 12 livros e que a cada volume apresenta às descobertas da protagonista em um mundo como acompanhante de luxo.

Eu comecei lendo pela segunda edição, A Garota do Calendário: fevereiro, e apesar das histórias não precisarem ser lidas em ordem e das informações básicas do enredo serem retomadas, acho que o melhor é começar pelo primeiro livro pois fica mais fácil de compreender o que levou Mia a trabalhar como acompanhante, o que aconteceu com os pais dela e quais as responsabilidades que a levaram a ser quem é.

Desse modo, tenho que começar pontuando que a trama realmente é rápida e tem uma temática bem promissora, afinal, como será que a personagem vai conseguir manter seu corpo e coração protegido em um mundo de possibilidades, vaidades e riquezas? 

Apesar disso, tenho que confessar que algumas coisas deixaram a desejar. Primeiro, mesmo sendo uma trama para o público adulto (+18) eu acho que a autora pecou no desenvolvimento dos diálogos, que foram praticamente nulos entre os protagonistas e que quando presentes eram envoltos de cenas sexuais que não trazia muita realidade aos personagens, algo que me desagradou em alguns momentos. E mesmo que o livro tenha uma determinada proposta, acredito que isto poderia ser melhor balanceado pela autora.

"Alec e eu apelamos o acordo de nos amar como amigos e tratar com respeito. [...] Nós continuaríamos nos preocupando um com o outro e teríamos um amor exclusivamente nosso. Poderíamos manter esse amor dentro de uma caixa em nossas lembranças e revisitá-lo se fosse preciso . Havia algo dolorosamente perfeito nisso". (p. 58)

Segundo, ao tempo que a protagonista se apresentava como uma mulher direta, objetiva e que seguia em frente com as suas escolhas, às vezes, ela tinha atitudes controversas. Um exemplo disso é quando ela foi tirar satisfação com o cliente do mês, o artista francês Alec Dubois, por ele ter pago o extra de 20% por ter transado com ela, fazendo dela uma "prostituta". Cara, vamos falar a verdade? Tudo bem que ela não precisava dormir com os caras se não quizesse mas de certo modo ela ainda assim estava alugando o corpo dela - seja para acompanhar um roteirista ou para ser a musa de um artista -,  ainda sim estava se prostituindo, "alugando" o seu corpo por dinheiro. Coisa que para mim não tem problema, desde que ela não se incomodasse em ser uma "puta", como se a mudança de nomenclatura para "acompanhante de luxo" fosse mudar a realidade de que ela transou com os caras e foi paga também por isso. A hipocrisia me pegou aqui, entende?

Apesar disso, acho que um ponto favorável da trama foi apresentar o amor (ou o que pode se chegar a ser dentro do cenário apresentado) de uma maneira diferente, mostrando que ele pode acontecer de diversas formas e que não precisa necessariamente ser para vida toda, sabe? O personagem do Alec representou bem isso e sua excentricidade (como boa parte dos artistas são retratados nos livros) e sua honestidade deixou uma lição que a Mia deve levar adiante, o de amar a si mesma. 



Série A Garota do calendário:

A série mostra a vida de Mia como acompanhante de Luxo, sendo que em cada mês ela fica com um cliente. Essa realidade dela dura um ano e foi a maneira que a encontrou para arrumar 1 milhão de dólares, exatamente o valor que o seu pai deve para um agiota. Assim, em cada mês, além de um cliente e uma cidade nova, Mia vive uma experiência que levará para toda sua vida. 


23 abril 2020

O Vento me disse... #89 - Á sua espera - Abbi Glines

15:28 1 Comments

À SUA ESPERA
Autora: Abbi Glines
N° de páginas: 240
Editora: Arqueiro
Trilogia:  Rosemary Beach #10
Ano: 2016
Skoob: Aqui
Compre: Aqui

Mase sempre preferiu a vida simples em seu rancho no Texas à agitação do mundo do pai em Rosemary Beach. Na verdade, ele quase nunca visita o famoso astro do rock e Nan, sua meia-irmã mimada e egoísta. Mas tudo muda quando conhece uma das empregadas da casa, uma garota linda que, sem saber da presença dele, o desperta com seu canto desafinado.Depois de anos sendo maltratada pela família e pelos colegas por causa de um distúrbio de aprendizagem, Reese conquistou sua liberdade e mora sozinha trabalhando como diarista para as famílias ricas da cidade. No entanto, seu sustento fica ameaçado quando ela causa um acidente na casa de Nan Dillon.Ao ser salva por Mase, um rapaz atencioso e com charme de caubói, Reese fica surpresa pelo gesto dele e, depois, apavorada quando ele demonstra interesse nela. Nunca na vida Reese conheceu um homem em quem pudesse confiar. Será que Mase pode ser diferente?Nessa ardente paixão que nasce entre a doce e batalhadora Reese e o centrado e sexy Mase, Abbi Glines mais uma vez mescla tristezas da vida real com amores de contos de fada e nos faz suspirar até a última página.


Como sempre tento ser verdadeira nas minhas opiniões (especialmente nas literárias), um único motivo me levou a ter À sua espera da autora americana Abbi Glines  - uma promoção! Gente, o livro estava com um preço maravilhoso e não tinha como não comprar, por mais que ele não fosse uma prioridade minha. E isso não quer dizer que eu achava que o livro era ruim (ainda mais sabendo da escrita da autora e da série, afinal, já tem uns anos que li o primeiro livro da série Rosemary Beach, o Paixão sem limites, e até que gostei da história). Mas o fato é que esse meu gostar não fez com que acompanhasse a série (esse é o 10° livro!). Por isso do primeiro fui para o decimo livro da série, o que não é um problema já que são histórias focadas em personagens distintos.

Por isso já adianto que não posso comparar essa história ou personagens com os livros anteriores (que apresentam histórias de casais diferentes, mais que eu sei que personagens desse livro já deram as "caras" antes). Esse é o primeiro volume da duologia que conta o relacionamento do Mase e Reese, e vou focar nas minhas percepções baseadas apenas no que a autora apresenta neste volume, certo?

"Agora eu tinha certeza de que era um aspirador de pó. E parecia uma versão muito ruim de 'Gunpowder & Lead', de Miranda Lambert."

De cara somos apresentados a uma passagem da vida da Reese que ela lutou para fugir e que ainda não conseguiu esquecer. É tenso e triste, ainda mais se você parar para refletir que no momento em que estiver lendo o livro (ou até mesmo isso aqui), tantas 'Reeses' estarão passando por algo parecido. A situação vivenciada por ela fará com que ela ganhe algumas  marcas emocionais e a levará morar sozinha em um cidade completamente nova. É em Rosemary beach que ela encontrará um amigo, é onde começará à trabalhar limpando as mansões que nunca pensou pisar e onde ela conhecerá Mase (um encontro que nunca vou esquecer justamente por ter citado a música da Miranda Lambert  que eu já disse ser uma das minhas favoritas, é só conferir a postagem aqui). 

Mase é um fazendeiro do Texas que não gosta muito de ser identificado como um dos filhos de uma estrela do rock. E apesar  de não lhe agradar muito, acaba decidindo se hospedar na casa do pai (enquanto ele e sua meia-irmã estão viajando) para assim visitar sua outra irmã que acabou de ter  um filho. É assim que em uma manhã ele acaba encontrando a mulher mais bonita e sexy que ele já conheceu. Para encurtar a conversa, os dois logo se sentem atraídos um pelo outro mais cada um tem seus próprios motivos para pensarem duas vezes antes de se envolver.

"Reese ia ter uma chance. Eu daria uma a ela."

Acho que o que mais chamou minha atenção ao ler a sinopse foi descobrir que a protagonista tinha um distúrbio de aprendizagem (algo que me interessa particularmente), eu queria saber o que era, como isso a afetava e como a autora trataria isso. Neste ponto devo dizer que esperava um melhor aprofundamento e acho que a autora perdeu uma chance de falar mais sobre, no entanto, eu entendo que a proposta do livro não é essa. 

Falando nisso, apesar de ser um livro bem new adult eu achei coerente como foi desenvolvido o romance dos dois. Ao tempo em que vemos o desejo de ambos - graças à uma narrativa intercalada - também vemos as dificuldades enfrentadas por eles, e de como aos pouquinhos eles vão ganhando confiança. Uma coisa que me agradou também foi o fato de apesar do Mase inicialmente apresentar características comuns de mocinhos do gênero (ser rico, pegar quem quiser, bonito, não querer compromisso) ele soube se "comportar" e não agiu como um brutamontes - o que venhamos e convenhamos, é o básico. Já sobre a Reese eu tenho que confessar que eu esperava um pouco mais de atitude (por mais que eu entenda sua insegurança), ela foi muito passiva e isso me cansou em alguns momentos.

"A aprovação dela aqueceu meu coração pela primeira vez em dez semanas, dois dias e cinco horas".

Observando bem eu acredito que a história poderia ser feita em um único livro, mais sei que o segundo livro, Ao seu encontro, deve explicar melhor o próprio passado da Reese, deve apresentar personagens super interessantes (membros da família...) e deve ter o romance dos protagonistas concretizados, já que neste volume foi mais como uma introdução, mostrando como eles se conheceram e dando uma dica de mais ou menos o que eles enfrentarão para estar juntos no final. 

À sua espera é um livro com uma base triste que apresenta graus de superação, apesar disso a leitura é rápida e fácil de acompanhar. Tem um cowboy interessante e uma protagonista bonita e emocionalmente afetada por experiências ruins do passado. É um romance que li em poucos dias e que nos prepara para uma história de amor e superação - que iremos encontrar, acredito eu,  especialmente no segundo e último livro que aborda o romance do Mase e da Reese. Por fim, o livro não se tornou um favorito, mais ainda sim foi além do que pensei que seria.



Sobre a série: 

A série Rosemary Beach conta a história de um grupo de pessoas que vivem neste local dos Estados Unidos. A série segue a seguinte sequência: 

Sem Limites (que fala da Blaire e Rush): Licros 1. Paixão sem limites, 2. Tentação sem limites e 3. Amor sem limites. 

Perfeição (que tem a Délia e o Woods): Livros 1. Estranha perfeição e 2. Simples perfeição. 

Chances (com Grant e Harlow): Livros 1. A primeira chance e 2. Mais uma chance. 

Para sempre minha que é livro único e tem Bethy e Tripp como protagonistas. 

Livros com a Reese e o Mase: 1. Á sua espera é 2. Ao seu encontro. 

O último Adeus que é o livro com o Capitão e Rose. 

Pegando Fogo que tem a Nam como protagonista.

06 fevereiro 2020

Quote da semana - Seu lado ruim

16:46 0 Comments

Olá people, o quote da semana é de um livro maravilhoso que terminei de ler há pouco. Se chama 'Seu lado ruim' da autora Anne Marck. Foi a minha primeira leitura nacional esse ano e amei, mais uma vez Anne mostrou que é super talentosa. Uma das autoras que publicam de forma independente na Amazon e que merece  um super reconhecimento. 


Livro: Seu lado ruim
Autora: Anne Marck


"Deus não realiza a minha ou a tua vontade, mas o que Ele sabe que é melhor para nós. Podemos não compreender, às vezes até nos ressentirmos, mas basta esperar só um pouquinho e compreenderemos no final."



Pra quem não acredita em Deus esse quote provavelmente é apenas umas letras. Agora, se você acredita, provavelmente consegue entender toda beleza dita. 

Até mais!