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03 fevereiro 2020

O Vento me disse... #88 - Cinquenta tons de liberdade - E. L. James

19:44 6 Comments

Cinquenta tons de liberdade
Autora: E.L. James
N° de páginas: 544
Editora: Intrínseca
Trilogia:  Cinquenta tons #03
Ano: 2012
Skoob: Aqui
Compre: Aqui

Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade,...



   Cinquenta tons de liberdade enfim nos apresenta o desfecho da história do controlador Christian Grey e a teimosa Anastasia Steele. Sinto que serei breve neste relato pois acho que todos (ou quase todos) sabem quem são esses personagens (ainda mais depois da adaptação dos cinemas) e/ou já conhecem a sua história, portanto não carecendo de muitas apresentações.

   Neste último volume, podemos acompanhar como é a vida dos protagonistas depois de casados. Como era de se esperar, pequenos e grandes conflitos acontecem e vemos eles adaptando suas vidas à nova realidade. Sobre os protagonistas, percebi que o Chrstian evoluiu em relação aos livros anteriores pois mesmo  ainda querendo controlar tudo à sua volta, é perceptível o seu desejo de fazer com que a Ana permaneça e se sinta bem ao seu lado (mesmo que isso faça ele deixar o lado mais sombrio que esteve com ele por tanto tempo). Já a Anastasia continua um pouco teimosa, com algumas manias irritantes que de um modo geral acabamos relevando, ainda mais levando em conta todo contexto.

  A narrativa de E.L. James continua bem parecida com os outros primeiros volumes, ou seja, contendo certos vícios, enrolando um pouco e mantendo deusas interiores vivas, mais ainda sim envolvendo o leitor de uma maneira boa. Nem vou entrar muito nessa questão pois já falei (você pode conferir aqui e aqui) o que penso sobre a escrita da autora. De novidade nesse ponto, só um pouco de suspense que aparece com o retorno de um personagem imprevisível.

   Eu não acho esse livro da trama seja o melhor - pra mim continua sendo o cinquenta tons mais escuros - mais gosto dele pois enfim sabemos o desfecho da trama e de fato conhecemos o que levou o Christian a ser o que é. Acho que todas que lemos essa história procurava isso, não?

   A história criada pela E. L. James, publicada pela Intrínseca no Brasil, foi um dos meus primeiros contatos com a literatura erótica, isso ainda lá pra 2013. Fazendo um balanço, da primeira vez que li até a última, algumas das minhas percepções sobre a obra mudaram, ao tempo de hoje discordar de algumas coisas da trama. Apesar disso, o enredo criado pela autora americana ainda é um dos meus favoritos do gênero. Sem falar que é inegável a influência dele na expansão/consumo de histórias do gênero e como movimentou o mercado literário (foram mais de 125 milhões de exemplares vendidos), gerando milhões de dólares e novos leitores.

"É muito mais fácil lidar com a dor do lado de fora".

   Cinquenta tons de liberdade fecha com chave de ouro a história do Christian e da Ana. Uma história intensa, especial e única. Que veio para mostrar que o público feminino atual continua apaixonado por romances, e se eles envolvem algemas, dominadores, bondage e são mais picantes? Melhor ainda! haha

29 julho 2019

O Vento me disse... #81 - Cinquenta tons mais escuros - E. L. James

18:30 0 Comments

Cinquenta tons mais escuros
Autora: E.L. James
N° de páginas: 512
Editora: Intrínseca
Trilogia:  Cinquenta tons #02
Ano: 2012
Skoob: Aqui
Compre: Aqui

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.


ALERTA: Contém spoiler  do primeiro e segundo volume


     Cinquenta tons mais escuros começa com a Anastásia tentando sobreviver ao fim do caso com o empresário, maniaco por controle, Christián Grey. Depois de ter uma prova do que realmente pode acontecer no quarto da dor, Ana foge, deixando de lado o homem que a levou ao limite da sua loucura e do que ela esperava. Vivendo longe de Grey, Ana precisa se adaptar ao seu novo emprego em uma editora de livros em Seattle, ao seu novo chefe que insiste em assediá-la e a uma realidade em que ela percebe que ser submissa não é a sua "praia". 

     O afastamento dos dois não demora muito tempo - cinco dias apenas - pois logo Christian trata de ir atrás dela, ela percebe que apesar de tudo ainda quer dar uma chance ao seu cinquenta tons e ele está disposto a mudar para ter a sua Ana de volta, mesmo que isso mude seus planos inciais. Assim os dois voltam a se envolver. O que ambos percebem é que o relacionamento vai ser bem mais difícil do que esperavam, justamente porquê as sombras que cerca o passado de Grey insistem em o atormentar.

"- As aparências enganam - diz ele, baixinho. - Não estou  nem um pouco  bem. Eu sinto como se o sol tivesse se posto e não tivesse nascido por cinco dias, Ana. Estou vivendo uma noite infinita."

    Neste segundo volume da autora E. L. James vamos conhecer mais algumas nuances do Christian Grey e isso definitivamente é o que realmente deixa o livro mais envolvente, mesmo a autora repedindo algumas situações que passam a ser irritantes a medida que são constantemente vistas, como: as mil vezes que a deusa interior aparecia e que a Ana revirava os olhos ou então mordia os lábios, enfim, cada vez que essas situações aconteciam eu é que revira os olhos. Apesar desses pequenos detalhes, confesso que cada ponto que mostrava quem era o Christian e o que tinha acontecido em sua vida, me deixava cada vez mais curiosa e presa no enredo. E é esse o toque especial do livro, que nos mostra um personagem com uma história tão marcante que fica impossível não querer saber mais sobre ele. 

   Ana também ganha mais personalidade nesse segundo volume, mostrando um amadurecimento que agrada o meu olhar de leitora. O romance passa a ser bem mais explorado pela autora, assim como a tentativa de um relacionamento que envolva o "mundo" dos dois protagonistas - o que torna tudo mais exitante. A presença de personagens como a Mrs. Robinson, torna à trama muito mais provocativa, é impossível não sentir uma certa antipatia ou para os mais fervorosos, um certo ódio por ela. 

     Ao meu ver, é neste volume também que a autora elimina as chances da história ser voltada para o BDSM, fica claro que o livro nada mais é do que um romance com um toque erótico, de cenas bastante elevadas e nada recomendadas para menores de 18 anos.

"- Eu nunca tinha me sentido do jeito que me senti quando você foi embora, Anastasia. Eu moveria o céu e a terra para evitar ter aquela  sensação  de  novo. "

    Tenho que dizer que é neste livro que se encontra a minha cena favorita de toda a trilogia, que é quando o Grey com medo de perder a Ana, se entrega totalmente a ela. Quem leu deve saber de que cena estou falando... é muito linda. 

     Por fim, Cinquenta tons mais escuros não melhora alguns aspectos que são próprios da escrita da autora, entretanto, é fato que ganha situações que encorpam a trama de maneira maravilhosa. É definitivamente o melhor livro da trilogia (pois é claro que já li o último e posso afirmar tranquilamente isso. rsrs).


Confira: resenha de Cinquenta tons de cinza já publicada no blog.



Cinquenta tons mais escuros é o segundo volume da trilogia escrita pela autora E. L. James, que no Brasil foi publicado pela Editora Intrínseca.

08 julho 2019

O Vento me disse... #78 - Cinquenta tons de Cinza - E.L. James

16:30 0 Comments

Cinquenta tons de cinza
Autora: E.L. James
N° de páginas: 480
Editora: Intrínseca
Trilogia:  Cinquenta tons #01
Ano: 2012
Skoob: Aqui
Compre: Aqui
Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.
Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

      Estava dando uma olhada nas postagens que deixei como rascunho e percebi que muitos livros lidos por mim não ganharam uma opinião.  Pensando  nisso, decidi tentar colocar em dia essas  postagens e postar no blog, para que assim fique registrado minha opinião, por mais simples que seja. Um desses livros que ficou pendente foi o primeiro volume da trilogia mundialmente famosa da E. L. James.

     Cinquenta tons de cinza conta a história de Anastásia Steele, uma jovem que ao aceitar um pedido de uma amiga, acaba conhecendo e entrevistando o jovem empresário Christian Grey. Inexperiente como era de se pensar, já que jornalismo não é a sua área, ela acaba descobrindo em Grey um homem inteligente, bonito, atraente, enigmático e com uma certa mania de controle. Apesar da ingenuidade e da timidez dela, à atração entre ambos é evidente e ganha novos contornos quando Christian aparece, inesperadamente, em sua vida e confessa a querer (do seu jeito).

     A proposta de Christian a assusta ao mesmo tempo que a seduz, e mesmo reticente ela embarca em uma história que levará aos dois ao limite. Ela descobre que o relacionamento homem/mulher pode ser bem mais intenso do que um dia imaginou e que Grey, além da faceta de empresário dono de uma vasta fortuna, é um homem atormentado por demônios do passado que o afeta principalmente na maneira como ele lida com sua vida pessoal.

"O mundo de Katherine Kavanagh é muito claro, muito preto e branco. Não os inatingíveis, misteriosos, tons vagos de meu mundo cinza."

     Quando a editora Intrínseca lançou Cinquenta tons de cinza no Brasil em 2012 ainda não tínhamos essa "moda" de livros new adults ou melhor dizendo, com a temática do BDSM no país. Muitos livros que vieram depois beberam dessa fonte propagada pela autora E. L. James, que por ter ganhado um sucesso estrondoso foi o que mais recebeu criticas negativas. É bem verdade que por vir de uma fanfic (de Crepúsculo por sinal) a escrita da autora, apesar da temática, é bem romanceada e bem simplória. Apesar disso não podemos negar que o romance entre Anastásia e o Christian é realmente envolvente.

     É claro que a temática do BDSM no livro é um plus que ganhou a atenção das leitoras em várias partes do mundo, foi o que me fez ler esse livro por exemplo, ainda em 2013. No entanto, acho que o choque entre os mundos de Christian e da Anastásia foi o que realmente pegou e cativou a massa. Além de ter conseguido despertar a curiosidade das leitoras que se perguntavam o que tinha acontecido para que Grey tivesse essa necessidade por controle e os motivos que o levaram não querer ser tocado (em algumas partes) e não ter um relacionamento "normal".

"Isso me assusta... você me assusta... estou completamente envolvida por seu encanto.[...] Quero que a gente dê certo, mas estou apavorada com o tamanho do sentimento que eu tenho por você e com o caminho escuro para onde está me  levando."
    Cinquenta tons de cinza pode não ser o melhor livro com a temática BDSM, quem o encara dessa forma realmente deve sair decepcionado - eu pelo menos acredito que  aos que curtem e/ou vivem o  BDSM devem ter ficado - ou então iludido - se pensa que a vida de uma submissa é daquela forma. O livro, ao meu ver, é um romance entre duas pessoas que vivem de forma diferente e que tem que lidar com algumas questões para viverem, plenamente, o que sentem um pelo outro - inclusive entre quatro paredes. 

    Enfim, não entrei muito na história pois acredito que este livro chegou ao ponto (ainda mais depois do lançamento da versão cinematográfica) de que todos já conhecem a história e que provavelmente já sabem de alguns pontos positivos ou negativos, por isso acho não precisa que mais uma simples blogueira os pontue de forma mais efusiva. 
Assim, termino isso aqui falando de como E.L. James influenciou o mercado editorial nessa última década e de como, apesar dos pesares e da deusa interioranos depois da primeira vez que li esse livro (e o restante da trilogia) ele continua, ao meu ver, sendo um dos melhores do gênero.






Cinquenta tons de cinza é o primeiro livro da trilogia Cinquenta tons da autora E.L. James. Todos já lançados pela editora Intrínseca. 

06 dezembro 2018

A Obra e suas capas - Antes que eu vá - Lauren Oliver

10:00 2 Comments

O tempo passa tão depressa que quando menos esperamos já estamos em dezembro de 2018. Parece que foi ontem que o ano começou, parece que foi ontem que comecei.

Indo ao que interessa, percebi que fazia tempo que eu não fazia uma postagem de capas pelo mundo de um determinado livro. Pensando nisso, decidi fazer uma pesquisa e trouxe para vocês, as capas do livro Antes que eu vá da autora Laura Oliver. Confesso que já li o livro há tempos e fiquei devendo uma resenha, mesmo assim acho que já é um começo hein?. rs 

BRASIL
BRASIL/CAPA FILME
ESTADOS UNIDOS








A primeira edição possui uma capa parecida com a dos Estados Unidos. As duas são lindíssimas pois possuem uma simplicidade que me agrada. Já a capa que tem como base a adaptação da história pro cinema não me agrada, mesmo que ela não esteja feia e tal. É só que não gosto de capas com atores de filmes.  

14 junho 2018

Lançamentos de junho: Editora Intrínseca

10:00 1 Comments

Mais um lançamento da Liane Moriarty pela Editora Intrínseca, ansiosa para ler. A essência do mal também parece ótimo. Confira os lançamentos de junho da editora.


O que Alice esqueceu, de Liane Moriarty
Alice tinha certeza de que era feliz: aos 29 anos, casada, aguardando o nascimento do primeiro filho e rodeada por uma linda família. Mas tudo vira de pernas para o ar quando ela acorda no chão da academia dez anos depois. Enquanto tenta descobrir o que aconteceu nesse período, Alice percebe que se tornou alguém muito diferente: uma pessoa que não tem quase nada em comum com quem ela era na juventude e, pior, de quem não gosta nem um pouco.
Ao retratar a vida doméstica moderna provocando no leitor muitas risadas e surpresas, Liane Moriarty constrói uma narrativa ao mesmo tempo ágil e leve sobre recomeços, o que queremos lembrar e o que nos esforçamos para esquecer.


A essência do mal, de Luca D’Andrea
Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, após sofrer um acidente de helicóptero, ele passa a ser atormentado pela ideia de que existe nas montanhas ao redor uma força que não consegue entender: A Besta.
Anos depois, ele fica sabendo um crime antigo que marcou a população da região: o trágico assassinato e desmembramento de três jovens. Para solucionar o mistério, Jeremiah mergulha de cabeça em um quebra-cabeças macabro e fascinante.



05 março 2017

O Vento me disse...#59 - Baía da Esperança - Jojo Moyes

00:09 10 Comments

Baía da Esperança
Autora: Jojo Moyes
N° de páginas: 301
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Skoob: Aqui

Liza nunca conseguiu fugir do passado. Mas nas praias paradisíacas da encantadora comunidade de Silver Bay ela ao menos encontrou a liberdade e a segurança que procurava se não para ela, para sua filha pequena, Hannah, até que Mike Dormer se hospeda no hotel que Liza administra com a tia.Um perfeito cavalheiro inglês, com roupas elegantes e olhar sério, Mike pode significar o fim de tudo que Liza trabalhou arduamente para proteger: não apenas o negócio da família e o lugar que tanto gosta, mas principalmente a convicção de que ela nunca amaria nem seria digna de amor outra vez.

Jojo Moyes é a autora de Como eu era antes de você, um dos meus livros favoritos, por causa disso decidi conhecer mais dos seus livros e há pouco tive a oportunidade de ler Baía da Esperança (versão 2015 da Intrínseca). No geral, posso adiantar que apesar de não ter me agradado tanto, o enredo foi muito bem escrito. Mais vamos ao que interessa.

A trama acontece em Silver Bay, litoral australiano. Lá vive três gerações de mulheres: Kathleen - uma senhora dona de um antigo hotel, Liza - uma mulher que já passou por situações bem complicadas, e Hannah - uma garotinha que é filha da Liza. As três vivem no pequeno hotel Baía da Esperança e veem as suas vidas mudarem quando um misterioso inglês se hospeda no local.

Mike Dormer saiu da Inglaterra com o objetivo de analisar a região de Silver Bay para a construção de um hotel de luxo. Inicialmente, ele só pensava no lucro e no crescimento profissional, contudo, a partir do momento em que ele conhece os moradores (especialmente a Liza) as coisas mudam de perspectivas. Ninguém sabe os verdadeiros motivos dele e a medida que ele tenta reverter a situação às coisas acabam se complicando.

Confesso que alguns pontos fizeram com que essa trama fosse inferior ao outro livro que já li da autora - como eu era antes de você. Entre eles, o excesso inicial de descrições de locais e tudo que envolve o mundo da pesca/mar e o fato da obra ser narrada de forma intercalada por vários personagens (não só os protagonistas). É bem verdade que cada início de capítulo vem com o nome do personagem e a trama é narrada em primeira pessoa (o que ajuda bastante nesse tipo de narrativa), mais confesso que tive que voltar algumas vezes para saber quem estava narrando e sinceramente? achei bem maçante.

Sobre a história ela realmente demora a engrenar, comecei a gostar mesmo a partir do momento em que o romance entre a Liza e o Mike acontece e um segredo que rodeia a protagonista é revelado/explorado (apesar de achar o desfecho bem clichê). Foi nesse momento que passei a ter um pouco mais de conexão com a personagem, aliás, devo apontar que isso foi algo que afetou a maneira como encarei a leitura, poucos personagens me conquistaram de cara. 

Apesar desses fatos é curioso ver como a autora já dava sinais que seria uma grande escritora (Baía da Esperança foi um dos primeiros livros que ela escreveu). A maneira como ela escreve realmente nos transporta para aquele cena, sentimos cada momento de felicidade, de angústia e de tristeza. 

Por fim, mesmo o livro não sendo um dos melhores da autora, ela nos brinda com uma história com toques de romance e de drama que realmente entretém o leitor. Além do mais, é interessante ver o quanto a autora evoluiu durante os anos. Por isso, indico a leitura para aqueles que já conhecem a escrita da Jojo Moyes e para aqueles leitores que procuram um livro para ler sem grandes expectativas. 

Observe o mar por tempo suficiente, seus humores e suas exaltações, suas belezas e seus terrores, e você terá todas as histórias de que precisa, de amor e perigo e daquilo que a vida nos traz em suas redes. E do fato de que às vezes não somos nós que estamos no leme, e não podemos fazer mais do que confiar em que tudo vai dar certo.






07 fevereiro 2017

Quote da semana - Baía da Esperança

20:18 3 Comments


Oi gente, como vão????

O quote da semana é do livro Baía da Esperança da Jojo Moyes. Logo mais falarei sobre ele aqui no blog. Espero que gostem.

Livro: Baia da Esperança
Autor(a): Jojo Moyes

"Observe o mar por tempo suficiente, seus humores e suas exaltações, suas belezas e seus terrores; e você terá todas as histórias de que precisa, de amor e perigo e daquilo que a vida nos traz em suas redes. E do fato de que ás vezes não somos nós que estamos no leme, e não podemos fazer mais do que confiar em que tudo vai dar certo".




01 janeiro 2017

Meu Top - Livros que quero ler em 2017

17:03 4 Comments

Depois de uns meses de "férias" do blog estou de volta. E antes de tudo gostaria de desejar a você um 2017 mais que abençoado. Você que esteve comigo, mesmo nessas pequenas pausas meu muito obrigada também. 
Planejo várias coisas aqui no blog que não falarei o que é por acreditar que melhor do que falar é FAZER. Por isso espero te ver por aqui esse ano também, ano que completamos 2 anos no ar.

Como hoje é o primeiro dia do ano decidi fazer uma lista dos livros que pretendo ler esse ano. Vamos lá!

1. Como se fosse magia - Bianca Briones
Eva nasceu com o dom de passar os sentimentos para o papel, com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com um bloqueio há um ano e não sabe o que fazer. Enquanto ela tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem igualzinho a um dos seus protagonistas. O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é. Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas, mesmo com seu ceticismo, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela. O que isso quer dizer? Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que às vezes para que duas pessoas se encontrem mundos inteiros são capazes de colidir.

Gente, eu li uma resenha super positiva desse livro em um blog e estou mais que curiosa para ler essa história. A Bianca Briones é uma autora nacional que eu pretendo conhecer a escrita e que é super elogiada na "blogosfera". 

03 maio 2016

O Vento me disse...#44 - Caixa de Pássaros - Josh Malerman

20:33 18 Comments

Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
N° de páginas: 272
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Skoob: aqui
Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Caixa de Pássaros é um livro tenso e extremamente envolvente que foi escrito pelo cantor e compositor de uma banda de rock chamado Josh Malerman. O mesmo soube estrear no mundo literário de uma maneira positiva e inteligente. Gostei bastante do enredo e chego a arriscar, o volume é um dos melhores thrillers psicológicos que a Editora Intrínseca lançou nesses últimos anos no país.

Todos nós temos medo de algo, não é verdade? E se esse medo o obrigasse a viver em um mundo de caos, onde pessoas se matam de forma excessivamente violenta e que os "sobreviventes" são obrigados a usar vendas nos olhos para saírem de casa? E o que é pior, o que você faria se não soubesse o que ou quem estaria causando isso? A única certeza que você tem é que para sobreviver só existe uma maneira: NÃO ABRA OS OLHOS!
Caixa de Pássaros nos presenteia com essa premissa: O que fazer quando o seu inimigo é o desconhecido?
                           "O HOMEM É A CRIATURA QUE ELE TEME".
O livro é narrado em terceira pessoa e se alterna entre presente e passado. Neste primeiro período vemos a Malorie junto com os filhos em uma viagem de barco, depois de quatro anos que o problema começou. É uma viagem tensa que se torna ainda mais angustiante por conta dos perigos que a protagonista encontra, que se torna ainda maior pelo fato dela depender apenas das suas percepções e sensações- já que ela e as crianças estão vendadas e não enxergam nada.

No outro momento podemos ver como tudo começou. Desde quando a protagonista descobriu que estava grávida ao momento em que os primeiros casos começaram a ocorrer pelo mundo e ela se viu na necessidade de morar em outro lugar com um grupo de sobreviventes. É neste ponto que vamos ter as cenas mais extremas e intensas do livro, é onde o autor utiliza nos personagens, uma série de situações com terror psicológico que simplesmente nós, leitores, sentimos e ficamos cada vez mais vidrados na história.

O curioso é que essa forma narrativa permitiu que o autor conseguisse manter o tom de tensão do início ao fim e o que é melhor, sem ter se perdido na trama. Essas alternâncias de tempo narrativo é um dos fatores positivos no desenvolvimento da história. Além disso, também existe o fato do autor nos permitir fazer uma analogia do título do livro e a caixa de pássaros existente na trama, com a realidade dos próprios personagens. A verdade, confesso, é que também cheguei a associar tudo isso com o meio que nós, sociedade, vivemos atualmente. Afinal, por toda essa violência que nos assola, somos ou não somos pássaros trancados dentro de nossas próprias casas?

Agora como nem tudo são flores (mesmo a obra sendo simplesmente maravilhosa), Caixa de Pássaros, pecou em dois pontos que podem ser resumidos em duas palavras: pouca explicação. Um desses pontos é uma das questões centrais na trama (que não vou entrar em detalhes para não dar spoilers), até entendo o por que do autor não querer dar mais detalhes- ele quer que os leitores tenham as suas próprias conclusões-, mas poxa... minha curiosidade mandou lembrança. hehe
E o segundo ponto diz respeito a algumas pessoas da trama. Estou falando mais especificamente de dois personagens que conseguiam enxergar as criaturas sem que nada, aparentemente, acontecessem com eles. Sei que o autor deu a entender que por já estarem com as mentes afetadas pela loucura não seriam capazes de ficarem ainda mais loucos, no entanto, acho que isso foi pouco explanado. Acredito que se isso fosse feito poderia ser que eu tivesse uma compreensão mais clara do porquê das pessoas enlouquecerem ao ponto de se matarem.

"... Talvez os doentes mentais herdem este novo mundo, por serem incapazes de ficarem ainda mais louco do que já são".

Não sei se com outras pessoas aconteceu o mesmo, mais senti que o final do livro (que não foi o que esperava) permite uma continuação. Eu sei que se isso vier a acontecer eu vou ser uma das primeiras compradoras. Afinal, a história é muito bem escrita e tem um enredo inteligente e criativo que te instiga a ler sempre mais. Sem falar que o mesmo transmite aquilo que sempre procuro em um livro, seja de que gênero for, ele propaga sensações. Definitivamente a obra do Josh Malerman é daquelas que não ficamos indiferentes.

Leitura mais que favoritada e recomendada!!!!

12 dezembro 2015

Especial: Jojo Moyes e Como Eu Era Antes de Você - PARTE I

00:05 22 Comments


Oi meus amores, como estão?

Quem acompanha o blog deve saber da  minha paixão por Como eu era antes de você, oitavo livro da autora inglesa Jojo Moyes. Por isso,  eu decidi fazer um pequeno especial com relação à autora e sua obra, que definitivamente está entre os meus favoritos. Antes de tudo, se você tiver a curiosidade de saber o que penso sobre o livro, convido você a ler uma pequena resenha que fiz sobre ele, é só acessar aqui

Para começar esse especial (que vai ser dividido em partes) eu decidi mostrar trechos  da entrevista que a jornalista Vanessa Corrêa fez com a autora e que foi divulgada no blog da Editora Intrínseca. Vamos lá?

Na entrevista, a Jojo fala como acontece o processo de criação dos livros que escreve  e fala sobre a continuação de Como eu era antes de você, Depois de você, que será lançado aqui no Brasil em fevereiro do próximo ano pela Editora Intrínseca. Antes de tudo, vamos conhecer mais sobre a autora?


Jojo Moyes é uma autora de romances que nasceu em 1969, em Londres. Ela estudou na Royal Holloway e Bedfors New College, London University e depois realizou uma pós de jornalismo na City University. Por dez anos ela trabalhou no The Independent, sendo que só em 2002, decidiu trabalhar integralmente  no mundo literário.

27 agosto 2015

A obra e suas capas - Garota Exemplar

00:00 14 Comments

Oi gente, o A obra e suas capas de hoje é de um livro que ainda não tive o prazer de ler, mais de tantos comentários positivos espero ler em breve. Estou falando de Garota Exemplar de Gillian Flynn. Vamos começar???

BRASIL
Essas são as capas das versões que já foram publicadas aqui no Brasil pela editora Intrínseca, eu confesso que gosto da segunda (que é baseada na versão americana original). Essa do filme? Nem pensar, não gostei.  As próximas capas são as que encontrei, lá para o final eu falo das que eu gostei mais. :)

24 maio 2015

A Obra e suas capas - Como eu era antes de você

01:00 23 Comments



Olá leitores como vocês estão? O post de hoje vou mostrar algumas capas que encontrei de um livro que é mais que especial, que simplesmente sou apaixonada e que vocês não tem noção do quanto eu gostaria que vocês tivessem o prazer de ler. Como já devem ter visto no titulo, vamos ver as capas do livro da Jojo Moyes, Como eu era antes de você. Bom, se vocês quiserem ter uma noção do que fala o livro, deixo aqui a resenha que fiz e que foi uma das primeiras do blog. Vamos lá?

BRASIL


ALEMANHA
CROÁCIA
 
BULGARIA
Eu simplesmente estou apaixonada por essa capa da Croácia. E acho que é a melhor dessas três, no entanto, quero dizer que gostei de todas.

18 maio 2015

O vento me disse...#14 - A Verdade sobre nós - Amanda Grace

06:00 26 Comments


Livro: A verdade sobre nós
Autor (a): Amanda Grace
Número de páginas: 208
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Skoob: aqui
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A Verdade Sobre Nós - Madelyn Hawkins está cansada. Cansada de ser sempre perfeita. Cansada de tirar A em tudo. Cansada de seguir à risca os planos que os pais fizeram para ela. Madelyn Hawkins está cansada de ser algo que não é, algo que não quer ser. E então ela conhece Bennet Cartwright. Inteligente, sensível, engraçado. A seu lado, ela se sente livre e independente. Uma história que poderia muito bem ter um final feliz, não fosse por um detalhe: Maddie tem apenas 16 anos, e Bennet, além de ter 25 anos, é seu professor. Pressionada pelos pais a participar de um programa para jovens talentos, Maddie pula dois anos do Ensino Médio e vai direto para a faculdade, onde conhece e se apaixona pelo professor de biologia. O sentimento é recíproco, e para dar uma chance àquele novo relacionamento que lhe faz tão bem, ela decide não contar para Bennet sua idade. Não demora muito para que as coisas comecem a dar errado, e as consequências da farsa de Maddie ganham contornos devastadores quando a verdade vem à tona.  
A verdade sobre nós foi lançado em 2014 pela Editora Intrínseca e foi um livro que peguei sem saber de nada sobre, literalmente, não olhei a sinopse e nem procurei por nenhuma resenha, confesso, que ele estava com um preço bom, tinha gostado da capa e do titulo, então disse a mim mesma: - porque não levar? Me arrisquei na leitura e devo dizer que o saldo foi bem positivo, não pelo desenrolar da história mais sim, pelo modo como ela terminou; no fim, a leitura me deixou com aquela sensação que temos quando nós terminamos de ler um livro e ficamos pensando como teria sido se as coisas não tivesse ido por um caminho e sim por outro. É o tal do se...

O livro conta a história de Madelyn Hawkins uma menina de 16 anos que sempre seguiu aquilo o que o seus pais queriam, ou seja, era tipicamente a filha perfeita. Só que é aquela coisa, a Madelyn estava naquela fase de se descobrir, de querer seguir a vida com o seus próprios pés, ela estava cansada de ser quem não era. Num belo dia, ela recebeu a oportunidade de estudar em um programa oferecido pela escola que permitia aos alunos com notas máximas a terminarem os créditos do ensino médio na universidade, e foi a partir deste momento que ela viu seu mundo mudar.

O principal motivador dessa mudança foi o professor de Biologia, Bennett Cartwright, um homem muito inteligente e engraçado que mesmo tendo esse cargo na universidade, vê a atenção da Madelyn sobre si como uma coisa normal. Até porque a relação deles, inicialmente, é de amizade. E para deixar as coisas em claro, desde essa época ele foi levado a crer- pela própria Madelyn- que ela já tinha dezoito anos. Quando ela percebe que os sentimentos que ela já tinha por ele podia ser correspondido ela não fez nada para que ele soubesse da sua verdadeira idade. E a partir deste momento, os dois começam um relacionamento que nenhum dos podiam imaginar até onde os levaria.

Vocês agora devem estar pensando: Mais uma história clichê de uma aluna que se apaixona pelo professor! Aposto que deve ser um romance super meloso! E se não for meloso é um daqueles super hots, com várias cenas quentes, aposto! Se vocês tiveram algum destes pensamentos deixa esclarecer logo, o livro tem uma história meio clichê? Sim, entretanto, a autora soube se diferenciar. Tem cenas hots ou o romance é meloso?! Nem uma coisa e nem outra, pode acreditar.

A história desses dois tem elementos que me surpreenderam e me fizeram amar a leitura do mesmo. Devo apontar que em grande parte para que isto tenha ocorrido foi a forma que a autora, Amanda Grace, narrou a história. Ela fez uma coisa diferente do que estou acostumada a ver. O livro todo é narrado pela própria Madelyn só que através de cartas. Então, nada de capítulos, o livro tem apenas pequenas divisões, que se dá em relação às cartas, que são três no total. Cartas essas, que a protagonista direciona para o Bennett. É onde ela conta a sua versão da história.

Esse tipo de narrativa foi o principal fator que me fez gostar do que li, pois deixou a trama com um ar mais melancólico. Não sei quem o leu, mais o mesmo me deixou com a sensação de coisa mal resolvida, de que tudo poderia ter sido diferente e isso não foi ruim. Me peguei querendo por uma continuação, vocês não tem noção como eu desejei isso (e ainda desejo).

Agora, claro que nem tudo seria flores né? Um ponto negativo da trama foi algumas atitudes tomadas pela protagonista, que ao meu ver, era bem mimada e mesmo sabendo que as coisas podiam não sair tão certo, não fez nada para mudar, ao contrário, ela só contribuiu para que a história terminasse do jeito que acabou. 

Enfim, mesmo tendo raiva dela durante alguns momentos, não teve como não gostar do livro. A autora me ganhou. Por isso, relevem (assim como eu) os pontos negativos e procurem ler o livro. Tenho a certeza que vocês terão sentimentos parecidos com os meus.
"Na verdade, só dois importavam. A diferença entre dezesseis e dezoito. A diferença entre o amor que pode durar uma vida e o amor que nunca pode acontecer."

10 maio 2015

O Vento me disse...#13 - Na ilha - Tracey Garvis Graves

06:00 22 Comments


Autor (a): Tracey Garvis Graves
Número de páginas: 288
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
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Na Ilha - Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.
Na ilha foi uma grata surpresa que tive,  para mim, é um dos melhores livros que já li da Editora Intrínseca. O mesmo foi lançado em 2013 e foi escrito pela Tracey Garvis Graves. Antes de tudo, devo alertar, não julgue o livro pela capa. Ele pode te surpreender, assim como aconteceu comigo. 

O livro conta a história de Anna e T.J; que acabam vivendo durante muitos anos numa ilha deserta depois de sofrerem um acidente aéreo. É neste local que eles aprendem a sobreviver, tirando aquilo que podem da natureza para usarem na comida, no vestiário, etc.

O livro é um pouco mais maduro, nada de tramas adolescentes e tal, ele, por exemplo, tem um assunto que até hoje é meio tabu em nossa sociedade, que é o envolvimento de uma mulher mais velha com um homem mais novo. No caso, a Anna quando sofreu o acidente tinha 30 anos e o J.T tinha 16 anos. Você deve tá perguntando se acontece alguma coisa com eles né? Deve até vir com coisas como: isso é pedofilia! Não se culpe, sei que podemos pensar assim no inicio (ou nem chegue a tanto), entretanto, o enredo criado pela autora é tão delicado que acabamos nos pegando torcendo para que tudo der certo e essas coisas, que são meros preconceitos bobos, acabam ficando distante depois que a leitura avança. Existem uma infinidade de porquês que só você lendo poderá compreender.

Depois de alguns anos presos nessa ilha eles acabam saindo dela e ai começa o desenrolar da vida desses personagens; que aprenderam a estar sozinhos sem mais ninguém por perto. E é na "civilização" que esses personagens vão enfrentar grandes barreiras para provar, a si mesmos e a sociedade, que tudo valeu a pena. 

Apesar de alguns erros bobos, a Tracey realmente me cativou, a história que ela criou é totalmente maravilhosa. Amei cada passo que os personagens deram e que acabaram representaram a evolução de cada um como pessoa. A narrativa é muito boa, só ficando um pouco mais lenta lá para o final, mais sinceramente, isso não me incomodou. Só faço uma critica em relação a capa, ela tá bonita, mais acho que poderia ser diferente, mais elaborada...

Enfim, recomendo a leitura do livro pois o mesmo é daquele tipo que você não quer parar de ler e ainda fica triste quando acaba. Li o livro todo no mesmo dia para vocês terem uma noção. Sinceramente, espero que quem for ler tenha sentimentos parecidos com o que tive lendo.
"- Mas, eu  não me encaixo no seu mundo.- Nem eu - disse ele com um expressão terna, mas decidida. Então, vamos construir o nosso. Já fizemos isso antes".