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23 abril 2020

O Vento me disse... #89 - Á sua espera - Abbi Glines

15:28 1 Comments

À SUA ESPERA
Autora: Abbi Glines
N° de páginas: 240
Editora: Arqueiro
Trilogia:  Rosemary Beach #10
Ano: 2016
Skoob: Aqui
Compre: Aqui

Mase sempre preferiu a vida simples em seu rancho no Texas à agitação do mundo do pai em Rosemary Beach. Na verdade, ele quase nunca visita o famoso astro do rock e Nan, sua meia-irmã mimada e egoísta. Mas tudo muda quando conhece uma das empregadas da casa, uma garota linda que, sem saber da presença dele, o desperta com seu canto desafinado.Depois de anos sendo maltratada pela família e pelos colegas por causa de um distúrbio de aprendizagem, Reese conquistou sua liberdade e mora sozinha trabalhando como diarista para as famílias ricas da cidade. No entanto, seu sustento fica ameaçado quando ela causa um acidente na casa de Nan Dillon.Ao ser salva por Mase, um rapaz atencioso e com charme de caubói, Reese fica surpresa pelo gesto dele e, depois, apavorada quando ele demonstra interesse nela. Nunca na vida Reese conheceu um homem em quem pudesse confiar. Será que Mase pode ser diferente?Nessa ardente paixão que nasce entre a doce e batalhadora Reese e o centrado e sexy Mase, Abbi Glines mais uma vez mescla tristezas da vida real com amores de contos de fada e nos faz suspirar até a última página.


Como sempre tento ser verdadeira nas minhas opiniões (especialmente nas literárias), um único motivo me levou a ter À sua espera da autora americana Abbi Glines  - uma promoção! Gente, o livro estava com um preço maravilhoso e não tinha como não comprar, por mais que ele não fosse uma prioridade minha. E isso não quer dizer que eu achava que o livro era ruim (ainda mais sabendo da escrita da autora e da série, afinal, já tem uns anos que li o primeiro livro da série Rosemary Beach, o Paixão sem limites, e até que gostei da história). Mas o fato é que esse meu gostar não fez com que acompanhasse a série (esse é o 10° livro!). Por isso do primeiro fui para o decimo livro da série, o que não é um problema já que são histórias focadas em personagens distintos.

Por isso já adianto que não posso comparar essa história ou personagens com os livros anteriores (que apresentam histórias de casais diferentes, mais que eu sei que personagens desse livro já deram as "caras" antes). Esse é o primeiro volume da duologia que conta o relacionamento do Mase e Reese, e vou focar nas minhas percepções baseadas apenas no que a autora apresenta neste volume, certo?

"Agora eu tinha certeza de que era um aspirador de pó. E parecia uma versão muito ruim de 'Gunpowder & Lead', de Miranda Lambert."

De cara somos apresentados a uma passagem da vida da Reese que ela lutou para fugir e que ainda não conseguiu esquecer. É tenso e triste, ainda mais se você parar para refletir que no momento em que estiver lendo o livro (ou até mesmo isso aqui), tantas 'Reeses' estarão passando por algo parecido. A situação vivenciada por ela fará com que ela ganhe algumas  marcas emocionais e a levará morar sozinha em um cidade completamente nova. É em Rosemary beach que ela encontrará um amigo, é onde começará à trabalhar limpando as mansões que nunca pensou pisar e onde ela conhecerá Mase (um encontro que nunca vou esquecer justamente por ter citado a música da Miranda Lambert  que eu já disse ser uma das minhas favoritas, é só conferir a postagem aqui). 

Mase é um fazendeiro do Texas que não gosta muito de ser identificado como um dos filhos de uma estrela do rock. E apesar  de não lhe agradar muito, acaba decidindo se hospedar na casa do pai (enquanto ele e sua meia-irmã estão viajando) para assim visitar sua outra irmã que acabou de ter  um filho. É assim que em uma manhã ele acaba encontrando a mulher mais bonita e sexy que ele já conheceu. Para encurtar a conversa, os dois logo se sentem atraídos um pelo outro mais cada um tem seus próprios motivos para pensarem duas vezes antes de se envolver.

"Reese ia ter uma chance. Eu daria uma a ela."

Acho que o que mais chamou minha atenção ao ler a sinopse foi descobrir que a protagonista tinha um distúrbio de aprendizagem (algo que me interessa particularmente), eu queria saber o que era, como isso a afetava e como a autora trataria isso. Neste ponto devo dizer que esperava um melhor aprofundamento e acho que a autora perdeu uma chance de falar mais sobre, no entanto, eu entendo que a proposta do livro não é essa. 

Falando nisso, apesar de ser um livro bem new adult eu achei coerente como foi desenvolvido o romance dos dois. Ao tempo em que vemos o desejo de ambos - graças à uma narrativa intercalada - também vemos as dificuldades enfrentadas por eles, e de como aos pouquinhos eles vão ganhando confiança. Uma coisa que me agradou também foi o fato de apesar do Mase inicialmente apresentar características comuns de mocinhos do gênero (ser rico, pegar quem quiser, bonito, não querer compromisso) ele soube se "comportar" e não agiu como um brutamontes - o que venhamos e convenhamos, é o básico. Já sobre a Reese eu tenho que confessar que eu esperava um pouco mais de atitude (por mais que eu entenda sua insegurança), ela foi muito passiva e isso me cansou em alguns momentos.

"A aprovação dela aqueceu meu coração pela primeira vez em dez semanas, dois dias e cinco horas".

Observando bem eu acredito que a história poderia ser feita em um único livro, mais sei que o segundo livro, Ao seu encontro, deve explicar melhor o próprio passado da Reese, deve apresentar personagens super interessantes (membros da família...) e deve ter o romance dos protagonistas concretizados, já que neste volume foi mais como uma introdução, mostrando como eles se conheceram e dando uma dica de mais ou menos o que eles enfrentarão para estar juntos no final. 

À sua espera é um livro com uma base triste que apresenta graus de superação, apesar disso a leitura é rápida e fácil de acompanhar. Tem um cowboy interessante e uma protagonista bonita e emocionalmente afetada por experiências ruins do passado. É um romance que li em poucos dias e que nos prepara para uma história de amor e superação - que iremos encontrar, acredito eu,  especialmente no segundo e último livro que aborda o romance do Mase e da Reese. Por fim, o livro não se tornou um favorito, mais ainda sim foi além do que pensei que seria.



Sobre a série: 

A série Rosemary Beach conta a história de um grupo de pessoas que vivem neste local dos Estados Unidos. A série segue a seguinte sequência: 

Sem Limites (que fala da Blaire e Rush): Licros 1. Paixão sem limites, 2. Tentação sem limites e 3. Amor sem limites. 

Perfeição (que tem a Délia e o Woods): Livros 1. Estranha perfeição e 2. Simples perfeição. 

Chances (com Grant e Harlow): Livros 1. A primeira chance e 2. Mais uma chance. 

Para sempre minha que é livro único e tem Bethy e Tripp como protagonistas. 

Livros com a Reese e o Mase: 1. Á sua espera é 2. Ao seu encontro. 

O último Adeus que é o livro com o Capitão e Rose. 

Pegando Fogo que tem a Nam como protagonista.

26 dezembro 2019

O Vento me disse... #84 - Um perfeito cavalheiro - Julia Quinn

11:44 15 Comments

Um perfeito cavalheiro
Autora: Julia Quinn
N° de páginas: 304
Editora: Arqueiro
Série: Os Bridgertons  #03
Ano: 2014
Skoob: Aqui
Compre: Aqui

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.


Se nestes anos todos que a Editora Arqueiro publicou a série Os Bridgertons você não os conheceu, deixa eu fazer uma breve apresentação. A série da autora americana Julia Quinn conta, em cada livro, a história de amor de um dos filhos (as) da matriarca Violet Bridgerton. São oito filhos, portanto, são oito livros ( nove no total, já que tem um último livro que conta um pouco sobre a vida de cada um depois das suas histórias) com histórias independentes umas das outras e que podem ser lidos fora da ordem de publicação.

Esse é o terceiro volume e nele vamos acompanhar as aventuras de Benedict, o segundo filho mais velho da família. Com 30 anos e sem planos de arrumar uma esposa, sua mãe não vê a hora para que ele mude de ideia, afinal, ele não é mais um "jovenzinho" e pretendentes é que não faltam para ele escolher. Apesar de relutar a popularidade na sociedade londrina que o determina como "o partido mais cobiçado da temporada", Benedict acaba aceitando participar do baile de máscara que a sua mãe já vem preparando há um tempo (convivendo assim com as moçoilas e as suas mães casamenteiras). É neste local que ele conhece uma moça misteriosa que o encanta e que ele não sabe quem é. Os dois conversam brevemente e a atração entre ambos é instantânea, mas depois de um beijo a dama desaparece de sua vida assim como entrou, de repente! 

O que este Bridgerton não sabe é que a moça encantadora que por incrível que pareça despertou seus desejos de casamento, nada mais é do que Sophie Beckett, a filha bastarda de um conde. Sophie recebeu todos os cuidados que  uma pupila poderia ganhar de um nobre, mas nunca recebeu o carinho e respeito que uma filha deveria ter. Tudo só piora quando o seu pai se casa com uma viúva que tem duas filhas. O conde acaba morrendo e para sua infelicidade, a sua madrasta é que acaba ficando responsável pela casa e como num belo conto de fadas, ela acaba transformando nossa protagonista em uma verdadeira empregada. Num belo dia, Sophie que sempre sonhou em ser como uma dama da sociedade, tem seu sonho realizado e é lá que ela conhece e se apaixona por Benedict. Mas como sua vida nunca foi fácil, problemas surgem e a fazem se afastar do seu primeiro e único amor, que ela nunca esqueceu... mesmo depois de anos...

"Sophie não tinha ilusão quanto ao seu lugar na sociedade de Londres. Ela era uma camareira. Uma criada. E a única coisa que a separava das outras camareiras e dos demais criados era que ela experimentara o luxo quando criança. Fora educada com carinho, ainda que sem amor, e a experiência moldara seus ideais e valores. Agora, ela ficaria eternamente presa entre dois mundos, sem lugar definido em nenhum deles."

Quem já leu algum livro da Julia Quinn sabe que o melhor da autora é a maneira como ela envolve o leitor com a sua escrita, neste volume ela continua atingindo em cheio o seu público que não se cansa de acompanhar uma boa história de amor. Esse é o seu melhor! Além disso, ela também nos brinda com personagens que de cara torcemos, foi assim com a Sophie por exemplo. Desde as primeiras páginas que eu torcia para que desse tudo certo na sua vida, mesmo ela sendo a tipica mocinha indefesa que estamos acostumados a ver nesse gênero literário e que por muitas vezes queremos gritar: - ACORDAAAAA MINHA FILHAAAA!!!!! 

Já sobre Benedict tenho que confessar que apesar dele tomar algumas pequenas atitudes que não o deixa ser, aos meus olhos, um perfeito cavalheiro, também merece minha atenção. Bondoso, bonito, inteligente e teimoso são adjetivos que podem ser atribuídos ao personagem. Perto do fim da trama ele tem algumas atitudes que muitos leitores podem não gostar, apesar disso eu devo dizer que achei uma ideia bacana da autora pois tornou o personagem mais humano e dá uma dimensão para nós leitores, de como é difícil quebrar as barreiras sociais impostas pela sociedade, ainda mais no século XIX.

Acredito que muitos leitores podem se incomodar também com essa narrativa de amor à primeira vista, eu ainda acho que essa coisa de se apaixonar por uma pessoa, assim, tão rápido e lembrar de detalhes de um encontro que aconteceu há três anos como aconteceu neste livro, algo meio impossível e até meio forçado. Apesar disso, também é fato que a forma como tudo aconteceu foi importante para o desenrolar da trama. Acho que se estivesse no lugar da autora não mudaria isso, sabe? Por mais que tornasse a trama mais previsível e menos original. 

Um Perfeito Cavalheiro é narrado em terceira pessoa e apresenta as perspectivas de ambos protagonistas, o que nos permite conhecer e entender melhor o que se passa na mente desses personagens que tanto adoramos acompanhar. Mais uma vez a autora Julia Quinn nos envolve com uma história de amor que acalenta nossos corações e que nos faz sonhar, ao tempo que nos permite refletir: o que é perfeito para mim é para você? O que é ser perfeito? O perfeito realmente existe? Fica a reflexão.


"Ela deu um passo para frente e ele soube que sua vida havia sido mudada para sempre.”

CONFIRA RESENHAS DA SÉRIE JÁ FEITAS NO BLOG:


01-O duque e eu
02-O Visconde que me amava
04-Os segredos de Colin Bridgerton
05-Para Sr. Phillip, com amor


Livros da série lançado no país:



Família Bridgerton (para quem não sabe, os nomes dos irmãos são em ordem alfabética).    


Capas originais:

05 julho 2018

Lançamentos da Editora Arqueiro - Julho 2018

13:34 2 Comments

Gente, como o ano passa rápido. Já estamos em julho de 2018, passamos da metade do ano. Com um novo mês vem novos lançamentos. E como prometido por mim anteriormente, venho divulgar mais uma vez, os lançamentos de Editoras que gosto. A de hoje é a da Editora Arqueiro que vem com mais um lançamento de época e mais uma obra da Nora Roberts. Amoooooo demais!!!!

Uma Noiva para Winterborne da autora Lisa Kleypas


Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer - nos negócios e em tudo mais.

No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda.


Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão.



Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.



Com uma trama recheada de diálogos bem-humorados e cenas sensuais e românticas, Uma Noiva Para Winterborne é o segundo volume da coleção Os Ravenels.




Baia dos Suspiros - Nora Roberts


Para celebrar a ascensão ao trono de sua nova rainha, as deusas da lua criaram três estrelas, de fogo, água e gelo. Mas a deusa da escuridão as fez cair do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos. Os seis guardiões, três homens e três mulheres de natureza especial, seguem unindo forças na busca pelas estrelas.


Com sua bússola mágica, Sawyer King os transporta para a ilha de Capri, onde está escondida a Estrela de Água. Agora, eles vão precisar contar ainda mais com a sereia Annika. Nova neste mundo, sua pureza e beleza são de tirar o fôlego, assim como sua lealdade e disposição em proteger os novos amigos.



Sawyer logo se vê atraído por seu espírito alegre. Mas Annika deve voltar para o mar em breve, e ele sabe que, se permitir que ela entre em seu coração, nenhuma bússola será capaz de guiá-lo para a terra firme…



Enquanto isso, na escuridão, Nerezza está furiosa com a primeira derrota e planeja um retorno ainda mais maligno. Ela perdeu uma estrela para os guardiões, mas ainda há tempo para derramamento de sangue. Pois uma nova arma está sendo forjada. Algo mortal e imprevisível.

12 janeiro 2017

LANÇAMENTO: Box Quarteto Smythe-Smith - Julia Quinn

14:11 2 Comments

Quem acompanha o blog sabe que uma das minhas paixões são os romances de época. E uma das editoras que vem apostando nesse gênero é a Arqueiro, por isso não nego que ela é uma das minhas editoras favoritas. E quem me conhece, sabe também da minha paixão pelos livros da Julia Quinn (os Bridgertons em especial). 
Esses dias tava procurando por ai e não é que vi que já está em pré-venda o box dos Smythe-Smiths! A série conta novas histórias da Julia Quinn mais que se passam, de certo modo, no "mundo" dos Bridgertons. Amooooo!

01 janeiro 2017

Meu Top - Livros que quero ler em 2017

17:03 4 Comments

Depois de uns meses de "férias" do blog estou de volta. E antes de tudo gostaria de desejar a você um 2017 mais que abençoado. Você que esteve comigo, mesmo nessas pequenas pausas meu muito obrigada também. 
Planejo várias coisas aqui no blog que não falarei o que é por acreditar que melhor do que falar é FAZER. Por isso espero te ver por aqui esse ano também, ano que completamos 2 anos no ar.

Como hoje é o primeiro dia do ano decidi fazer uma lista dos livros que pretendo ler esse ano. Vamos lá!

1. Como se fosse magia - Bianca Briones
Eva nasceu com o dom de passar os sentimentos para o papel, com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com um bloqueio há um ano e não sabe o que fazer. Enquanto ela tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem igualzinho a um dos seus protagonistas. O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é. Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas, mesmo com seu ceticismo, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela. O que isso quer dizer? Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que às vezes para que duas pessoas se encontrem mundos inteiros são capazes de colidir.

Gente, eu li uma resenha super positiva desse livro em um blog e estou mais que curiosa para ler essa história. A Bianca Briones é uma autora nacional que eu pretendo conhecer a escrita e que é super elogiada na "blogosfera". 

12 outubro 2016

O Vento me disse...#52 - Tensão - Gail McHugh

23:37 11 Comments

Tensão
Autora: Gail McHugh
N° de páginas: 336
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Skoob: aqui

Após a morte da mãe, a vida de Emily Cooper vira de cabeça para baixo. Ela precisa de um novo começo, e Dillon Parker, seu namorado, a convence a se mudar para mais perto dele a fim de passarem mais tempo juntos. Em Nova York, Emily arranja um emprego temporário como garçonete em um restaurante no centro de Manhattan. Ao sair para fazer uma entrega logo no primeiro dia de trabalho, ela esbarra em Gavin Blake, um empresário sexy e bem-sucedido. Assim que seus olhares se encontram, há uma tensão no ar, mas nenhum dos dois consegue entender ou explicar essa forte conexão. Atormentada, Emily tenta não pensar muito naquele desconhecido que mexeu tanto com ela. Porém, ela descobre que Dillon e Gavin são amigos e que terá de conviver com ele muito mais do que poderia ter imaginado. Perdida em sentimentos confusos, Emily sente o desejo por Gavin crescer e se tornar mais ardente a cada vez que se encontram. Será que os dois vão resistir à tensão ou se entregar a essa paixão, apesar de todas as consequências?
Percebo mais do que antes o quanto é complicado fazer uma resenha negativa de um livro, afinal, os autores se esforçam tanto que faz “pena” falar uma coisa ruim, sem falar que para ser sincera, não sei se seria capaz de fazer a metade do que eles escrevem. No entanto, como estou aqui para dar à minha opinião como leitora e não como critica profissional tenho que falar, Tensão - primeiro livro de uma série que foi lançado pela Editora Arqueiro em 2015 no país - foi um dos piores livros que li esse ano, vocês não tem a noção do quanto demorei para terminar à leitura. Poderia dizer que muitos fatores me levaram a isso, no entanto, destaco a história fraquíssima, o enredo nada original e por um último, porem não menos importante, a falta de conexão entre essa pessoa que vos escreve com os personagens criados pela Gail McHugh.


Para quem não leu nada sobre o livro, ele narra à história de Emily Cooper que logo após a morte da mãe acaba se mudando para Nova York com o namorado Dillon Parker. Eles já possuem um relacionamento um tempo e apesar de confiar nele, Emily, prefere morar na casa de uma amiga enquanto toma a decisão de ir morar de fato com o Dillon. Nesta nova cidade a protagonista acaba arrumando um emprego em um pequeno restaurante e logo no primeiro dia de trabalho conhece um homem de “parar o trânsito”. Algo acontece com eles, uma tensão se espalha pelos seus corpos que desperta a curiosidade de ambos, no entanto, ela ignora o que sente e vai embora, pensando ser algo passageiro e que não veria mais aquele estranho. Acontece que um dia o seu namorado lhe apresenta Gavin Blake, um dos seus grandes amigos, o que ela não imaginava era que ele além de amigo do seu namorado também era aquele desconhecido que mexera com as suas emoções.

“Ela podia esquecer os olhos azuis penetrantes ou o charme que emanava de cada poro; bastava o sorriso cheio de covinhas para convencer Emily, instantaneamente, de que era só ele mandar e inúmeras mulheres tiravam a roupa.”

A partir deste momento Emily vive um grande dilema já que o Gavin se mostra interessado nela e apesar do Dillon ter algumas atitudes egoístas e não se mostrar ser o que ela pensava que ele era, o mesmo ajudou muito quando a mãe dela morreu e por isso Emily não quer deixá-lo. Assim, um triângulo amoroso se forma e meu desinteresse pela trama se torna ainda maior.

Dando crédito ao livro devo confessar que já li livros parecidos e até com escrita inferior a Tensão e não achei tão ruim como esse. Não sei se foi o meu estado de espirito ou se simplesmente não fui com a “cara”, mais a verdade é essa, não gostei de nada da história. A começar pelo encontro dos protagonistas- nada original. A Emily e o Gavin assim que se conhecem já sentem alguma coisa um pelo outro e depois já se mostram “apaixonados”, cabe repetir, já vi isso acontecer em outros livros new adults mas nesse, senti a sensação de que o que eles sentiam era algo falso e que o surgimento desse sentimento aconteceu rápido demais, além disso, não consegui me conectar com nenhum dos personagens.

“O corpo talvez desejasse Galvin, mas não havia a menor chance de sua mente querer a mesma coisa.”

A Emily para mim é uma mulher sem personalidade, sem falar que a traição que ela comete para mim é algo inaceitável, afinal, você cometer um descuido é uma coisa, agora, permanecer no erro não dá. O Dillon é um personagem extremamente “babaca”, é daqueles que as autoras escrevem para que não tenhamos pena ou remoço por ele ser ou não “corno”. O Gavin é o melhor dos três pois ele acaba gostando dela e é bem direto e sincero com a Emily, no entanto, o mesmo também não é lá essas coisas, afinal, ficar com a mulher de um amigo não é uma coisa muito legal né?

Por fim, todos esses elementos acabaram influenciando também na maneira como encarei a narrativa, ou seja, como a história não me agradava, acaba que não mantinha o ritmo da leitura e findava parando, começando, parando... Emfim, a narrativa se tornou algo chato e arrastado para mim.

Por isso caros leitores, eu não indico a leitura desse livro e não vai ser uma surpresa para você se disser que não continuarei acompanhando a série. Desculpe se acabei fazendo com que você perdesse o interesse ou se o mesmo é um dos seus livros favoritos, infelizmente, é o que senti e tinha que colocar isso para fora.

“...Gavin estava certo. [...] Essa última possibilidade a atirou no vento frio de inverno.”


19 maio 2016

O Vento me disse...#45 - Nove regras a ignorar antes de se apaixonar - Sarah MacLean

14:31 12 Comments

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar
Autora: Sarah MacLean
N° de páginas: 384
Editora: Arqueiro
Série: Os números do amor #01
Ano: 2016
Skoob: aqui

A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres. E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato. Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres. Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente.

Nove Regras a ignorar antes de se apaixonar é o primeiro volume da trilogia Os números do amor e foi lançado esse ano pela Editora Arqueiro aqui no país. Confesso que não conhecia a maneira narrativa da Sarah MacLean, autora da trama, e adiantando, posso falar que a mesma foi uma grata surpresa para mim. Mais para frente falarei os motivos que me fizeram gostar do livro, por hora, basta saber que ele se tornou um dos meus preferidos romances de época e que ao meu ver, "bateu" de frente lindamente com os livros que li da Julia Quinn (especialmente O visconde que me amava que é o que mais gosto dela). E olhe que quem me conhece e me acompanha sabe o quanto amo os livros da série Os Bridgertons, por isso, se estou dizendo que o livro é bom é porque na minha concepção, ele é muito bom mesmo.


O livro narra a história de Lady Calpúrnia, ou simplesmente Callie. Aos 28 anos é considerada uma solteirona, ela não sabe bem como chegou a ser uma, mais a verdade é que ser filha de um conde e o fato de ter sido criada com a maior educação que poderia receber alguém da alta sociedade não foram suficientes para fazê-la encontrar um marido. Depois de várias temporadas frustradas, pedidos de casamentos interesseiros negados e de viver relegada aos cantos mais insignificantes dos bailes, Callie, cansada de ser passiva, a feia e a "careta" decide realizar uma série de desejos que aos olhos da sociedade seriam perfeitamente aceitos para os homens fazerem, mais impensáveis para uma mulher realizá-los. Para tanto ela faz uma lista que consta nove itens, que vão de beijar pela primeira vez a assistir um duelo. Nessa busca por se sentir feliz e completa pela primeira vez na vida, Callie contará com a ajuda de um dos maiores libertinos londrinos, Gabriel, o marquês de Ralston.

"Nove regras a ignorar antes de se apaixonar:
1, Beijar alguém...apaixonadamente.
2. Fumar charuto e beber uísque
3. Montar com as pernas abertas
4. Esgrimir
5. Assistir a um duelo
6. Disparar uma pistola
7. Jogar (em um clube para cavalheiros)
8. Dançar todas as danças de um baile
9. Ser considerada linda. Pelo menos uma vez."

A verdade é que Callie sempre sonhou com o Gabriel e por mais que ele nunca tenha lhe dado a devida atenção é nele que ela pensa quando decide cumprir o primeiro desejo de sua lista. Nesse momento, eles acabam improvisando um acordo onde Gabriel fica por ajudar ela a deixar de ser tão boa moça (sem que a sua reputação seja destruída) enquanto ela ajuda ele (que descobriu ter uma irmã a pouco tempo) a inserir, da melhor forma possível, sua meia-irmã na sociedade. Acontece que ambos nunca imaginavam que mais do que um acordo, estava em jogo os seus sentimentos e corações. E que nessa aventura não existiriam perdedores... apenas vencedores.

Se você está acostumado a ler romance de época sabe que muitas autoras seguem um padrão, ou melhor, sempre usam um ou outro elemento batido. Afinal, é ou não é comum vermos uma mocinha, solteirona, que acaba se apaixonando por um mocinho que é o pior libertino da cidade? E este por sinal, sempre tem algum trauma do passado e não acredita no amor, no entanto, muitas vezes se vê "obrigado" a casar com a mocinha pelo fato de serem vistos em uma situação comprometedora. Não é verdade? São inúmeros os livros que poderia citar que teriam esses (ou a maior parte desses) elementos no seu enredo. Sarah MacLean não foi diferente, ela reuniu vários desses recursos, entretanto, o grande mérito dela foi saber aliar algo que não é tão novo com um toque especial na forma de narrar à história. A fluidez é algo que deixou a trama com uma naturalidade que simplesmente não vemos as páginas acabarem.

Outro ponto interessante são os protagonistas. A Callie é considerada pela sociedade uma mulher feia e sem graça. Isso acontece pelo fato dela não está dentro dos padrões exigidos na época, sem falar que de tanto ela escutar isso acabou acreditando e o que acabou deixando ela sem atitudes e passiva demais. Quando ela decide realizar os itens da lista acaba descobrindo uma nova Callie que sinceramente dá gosto de ver. Vemos ela se torna mais corajosa e decidida, que luta pelo que quer e, apesar de algumas coisas que acontece na trama, não se faz de inocente. Com o passar do tempo e a realização dos desejos, ela se transforma ou melhor, ela começa a se enxergar de outra maneira- sempre com mais confiança em si mesma. O crescimento pessoal da personagem é um grande exemplo de determinação, amei ver isso nela e é um dos motivos que me fizeram gostar do livro. O Gabriel também é outro personagem que amei. O mais curioso nele é que diferentemente de outros mocinhos que possuem um trauma de infância e que por isso reluta em aceitar e declarar seus sentimentos, ele  assim que percebe o que sente pela Callie faz de tudo para provar que, apesar dos seus defeitos, merece se casar com ela- mesmo que ela relute um pouco em aceitar. rsrs

A verdade é que a Callie e o Gabriel se completam e é curioso ver como vai sendo construído o relacionamento deles. É interessante ver o quanto eles se conectam cada vez que um item da lista é realizado, por isso tudo acontece no seu devido tempo. Neste ponto, cabe salientar que, a obra leva muito para o lado mais primitivo das relações. Não diria que a autora descreve as cenas de sexo de forma detalhada, tão pouco chegaria a dizer que ela apenas insinua. É um meio termo, se assim posso falar. Isso foi algo que não esperava e que ao meu ver deixou a trama bem mais atrativa, agora, sei que esse pode ser um fator negativo para um leitor mais sensível e que não esteja acostumado com esse lado sensual mais explorado nos livros.

"- Eu te amo. Amo seu nome extravagante e seu rosto lindo, e sua mente brilhante, e sua lista ridícula, e seu gosto pela aventura, que imagino que muito provavelmente será mesmo a causa de minha morte."

Dessa forma, levando em consideração tudo o que abordei posso concluir que As nove regras a ignorar antes de se apaixonar é um livro romântico, doce, divertido, cativante, sensual e reflexivo. E que apesar de trazer elementos já conhecidos no gênero, soube ser desenvolvido de uma maneira onde podemos ver a "marca" da autora. Acredito ser impossível não gostar dessa história ou de algum dos personagens. Eu sei que amei tudo e por isso super indico. Aliás, para quem gosta de romances de época, esse é um livro obrigatório. 

28 março 2016

O Vento me disse... #41 - O visconde que me amava - Julia Quinn

22:56 16 Comments

O Visconde que me amava
Autora: Julia Quinn
N° de páginas: 288
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Skoob: aqui

A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano seráAnthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração. Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.

Em 1814 começa mais uma temporada da alta sociedade londrina. Como de costume, mães casamenteiras "atacam" os possíveis maridos para as suas preciosas filhas. Dentre os membros mais estimados encontra-se os da família Bridgerton. Anthony, filho mais velho da família, é um dos alvos mais cobiçados e contrariando o seu lado libertino, decide procurar uma mulher para ser a sua esposa. A grande escolhida é a belíssima e doce Srta. Edwina. O único probleminha que ele não esperava encontrar era Kate Sheffield, a irmã mais velha e super protetora da Edwina. 
Kate estava disposta a tudo para manter os libertinos longe de sua irmã mais nova, e não importava se eles eram ricos, bonitos, charmosos e extremamente cativantes... como um certo visconde.

Neste segundo volume da série da família Bridgerton, lançado em 2013 pela Editora Arqueiro, continuamos vendo uma Julia Quinn afiada na caracterização de personagens extremamente cativantes e super pontual no uso do humor sarcástico dos mesmos, isso me chamou atenção em sua obra e não é a toa que muitos a chamam de Jane Austen moderna.

Quando pontuo a caracterização dos personagens é por que de fato a autora se sobressaiu (em relação ao primeiro livro, o duque e eu) nesse aspecto. Anthony, por exemplo, apesar de ser considerado um libertino e ser um pouco grosso, além, de ter algumas atitudes irritantes, o personagem tem um outro lado diferente que vai sendo exposto no decorrer da trama. Esse lado é mais gentil, familiar e honesto. Achei interessante o feito da autora mostrar primeiramente as imperfeições do personagem para só depois mostrar as perfeições. 

Com relação a mocinha da história, o que de fato me agradou foi que apesar da inexperiência, a mesma mostrou uma maturidade crível e coerente. Eu simplesmente me apaixonei pela Kate, que mesmo tendo sofrido com a morte dos pais e morando com a madrasta e a meia-irmã, nunca se sentiu excluída ou se fez de coitadinha. Ela nem mesmo reclamava em ficar em segundo plano para a Edwina que era de uma beleza incomparável. A Kate se aceitava como era e aceitava o seu "possível" destino.

E é por serem como são; cheios de atitudes, extremamente sarcásticos e com um senso super protetor, que o Anthony e a Kate proporcionam embates maravilhosos. Ele tentando agradar a Kate por causa da sua irmã ou simplesmente por querer irritá-la (que ele percebe ser impossível não o fazer) assegurou nessa pessoa que vos escreve, belas risadas. O melhor foi ver que a aversão que ambos sentiam um pelo outro se transformando a medida que ambos se  permitiram conhecer. E justo quando ambos admitiam sentimentos, um acontecimento acabou acelerando tudo e os dois se viram em um casamento que inicialmente, estava fadado a amizade, convivência e lealdade, mais não no amor. Neste ponto devo fazer uma critica, acho que o caminho escolhido pela autora foi o mais fácil, acredito que se eles demostrassem o que de fato sentiam, muitas coisas teriam sido evitadas e a história tomaria um rumo bem mais intenso e atraente. Apesar desta minha apreciação, não acho que isso chegou a comprometer a história. A verdade é que ela tomou (alguns) elementos já usados em outros livros da série e tornou o rumo da trama bem mais clichê - o que não é um problema para mim. 

Com o casamento dos personagens a trama ganha um ar mais denso e profundo. Um segredo paira entre os dois e conflitos surgem pelo que não foi dito - o que se deve em grande parte pelos traumas que o Anthony tem desde que perdeu o pai. Além disso, a Julia aprofunda mais o lado sensual da relação dos dois (sempre com um toque de humor) e a conexão da família Bridgerton.

Trata-se, por fim, de uma história muito bem desenvolvida, com personagens extremamente apaixonantes, um enredo sedutor e uma narrativa carismática que me fez cativa durante os dias em que acompanhei a história. Por tudo isso, definitivamente, recomendo a leitura do livro que se tornou o meu favorito da série - até o momento.



Os livros podem ser lidos sem uma ordem, eu já resenhei alguns deles aqui:

O duque e eu
Os segredos de Colin Bridgerton
Para Sr. Phillip, com amor

Todos os livros da série lançado no país:



Família Bridgerton (para quem não sabe, os nomes dos irmãos são em ordem alfabética).      


Capas originais:

20 março 2016

Meu Top 3 - Romances de época (Arqueiro)

17:25 4 Comments


Oi gente, como vocês vão? Hoje vou falar o meu top 3 sobre livros de época, mas, antes de tudo, você sabe o que são romances de época? Sabia que eles são diferentes dos romances históricos?


Para resumir, romances de época são aqueles que se passam em um período antigo, sendo que a maior "preocupação" dos autores é retratar a paixão dos personagens e o modo como a sociedade da época se comportava. É por isso que vemos tanto a valorização da cultura nessas histórias. Se observamos bem, vamos ver o destaque que geralmente é dado, por exemplo, as vestimentas da mocinha, a maneira do relacionar homem e mulher, os grandes bailes, as riquezas dos nobres, etc.

O romance histórico apesar de abordar esses elementos, eles possuem o objetivo de aliar os fatos fictícios e os fatos realmente ocorridos, entendem? Já o romance de época não tem essa necessidade de seguir datas certas, costumes exatamente fiéis...

Enfim, falei mais sobre isso pois vejo muita gente confundindo romance de época X romance histórico. Agora que você já faz uma ideia, vamos ao top 3. Lembrando, ficou muitos que gosto fora do top, desde os de banca aos de livraria, por isso, decidi fazer esse top especial aos livros que vem sendo publicados pela Editora Arqueiro, depois faço um outro top com livros de outras editoras. Vamos nessa?!