12 janeiro 2017

LANÇAMENTO: Box Quarteto Smythe-Smith - Julia Quinn

14:11 2 Comments

Quem acompanha o blog sabe que uma das minhas paixões são os romances de época. E uma das editoras que vem apostando nesse gênero é a Arqueiro, por isso não nego que ela é uma das minhas editoras favoritas. E quem me conhece, sabe também da minha paixão pelos livros da Julia Quinn (os Bridgertons em especial). 
Esses dias tava procurando por ai e não é que vi que já está em pré-venda o box dos Smythe-Smiths! A série conta novas histórias da Julia Quinn mais que se passam, de certo modo, no "mundo" dos Bridgertons. Amooooo!

05 janeiro 2017

O Vento me disse...#55 - Alma? - Gail Carriger

20:38 15 Comments

Alma?
Autora: Gail Carriger
N° de páginas: 308
Editora: Valentina
Ano: 2013
Série: O Protetorado da Sombrinha #1 
Skoob: aqui
Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta. E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado? Uma das séries de Steampunk mais cultuada do mundo.
S abe aquele livro que você conhece mais passa anos até que realmente tenha a oportunidade de ler? "Alma?" foi um desses para mim. O livro é o primeiro volume da série O Protetorado da Sombrinha e foi publicado no país pela Editora Valentina em 2013. O mesmo conta à história de Alexia Tarabotti, uma mulher - literalmente - sem alma que vive grandes situações em uma Londres Steampunk*. O curioso desse gênero e do livro, é que não se tem uma definição bem definida que poderia vir a classificá-lo. O livro pode ser considerado um histórico, adulto, sobrenatural ou melhor ainda, os três ao mesmo tempo.  Claro que isso só foi possível por causa da genialidade da autora Gail Carriger, que chamou atenção mundo a fora por sua originalidade e grande talento.

Se tem uma coisa que me chamou atenção neste livro foi o fato das criaturas sobrenaturais (vampiros, lobisomens, fantasmas) serem de conhecimento dos seres humanos "normais". Sendo a Alexia um caso a parte. Por fora ela era apensas uma descendente italiana, com uma cor mais escura e um nariz sobressaliente que a ajudaram a ser considerada pela sociedade, apenas mais uma solteirona. O que poucos sabiam é que além de possuir uma língua afiada, uma inteligencia elevada e um senso de humor no minimo peculiar,  a senhorita Tarabotti não era uma humana normal, pois lhe faltava algo, faltava alma. E isso meus caros, cabe destacar, tão pouco a fazia ser uma sobrenatural.

A nossa protagonista era apenas uma mulher a frente do seu tempo (época Vitoriana, século XIX) que por sua condição vivia normalmente entre os seres naturais e sobrenaturais, sem nunca ter se aproveitado de suas condições para atacar ninguém. Infelizmente, por uma situação que não estava nos seus planos, ela acabou matando um vampiro e com isso acabou entrelaçando sua vida de vez ao Lorde Maccon (represente do departamento de assuntos sobrenaturais) que a flagrou nesta situação. Por causa deste acontecimento, o mesmo decidiu ajudá-la a descobrir o que de fato aconteceu e paralelo a isso, começou a investigar os motivos de tantos seres sobrenaturais estarem desaparecendo. Ahhhh e é claro que a nossa heroína não ficaria de fora, né?

Algumas características da Alexia me lembram muito as mocinhas de romances de época, inteligentes e muitas vezes pouco agraciadas com a beleza, dessas que encontramos em histórias da Julia Quinn, Sara Maclean e Jane Austen. O mocinho apesar de ter uma característica  incomum - ser um lobisomem-, mantém elementos de um tipico protagonista ou seja; é viril, bonito, forte e quer proteger a mocinha. Sobre o romance dos mesmos, é bem verdade que pode ser considerado algo previsível, daqueles que produzem cenas de "tapas e beijos"- que devo confessar ser apaixonada - mais as situações que vivem e a sociedade que os cercam são totalmente diferentes, são novos para mim. Afinal, quem poderia imaginar vampiros infiltrados no alto escalão do governo, lobisomens na parte investigativa e fantasmas trabalhando para a rainha? 

Esse diferencial do livro foi algo que agradeci aos deuses. No meio de livros "mais dos mesmos" pude conhecer uma história que tinha elementos que gosto - como o romance, com direito a cenas bem apimentadas - e algo novo que eu pudesse admirar. Foi uma mistura de suspense, mistério e ação que me prendeu do início ao fim. Mesmo vampiros e lobisomens sendo personagens tão batidos atualmente.

A narrativa é simples e em terceira pessoa, mesmo assim conseguimos ver que a autora conseguiu demonstrar bem as características de cada personagem. O curioso é que apesar de ser uma série este primeiro volume possui um final sem pontas, com direito a epílogo e tudo. Não imagino outro final para ele e não posso imaginar o que deve vir nos próximos livros. Sobre a diagramação, revisão, capa e tradução? Nada a reclamar.

Por fim, indico Alma? a todos aqueles que gostam de romances, de seres sobrenaturais e de histórias de época. Indico para aqueles que gostam de um leve mistério e ação nas tramas e indico a você, que quer simplesmente algo novo, diferente. Te convido a conhecer o estranho mundo da Alexia Tarabotti. 

"O conde segurou o queixo da Srta Tarabott com uma das mãos enormes e, com a outra, puxou-a pela cintura, com firmeza em sua direção. Seus lábios tocaram os dela quase com violência.
Ela recuou. Só desse jeito você fica quieta."


"Steampunk é um subgênero da ficção científica que se tornou conhecido entre o fim dos anos 1980 e início dos anos 1990. O estilo se trata de obras ambientadas no passado, ou num universo fictício semelhante a uma determinada época real da história humana, onde os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real..." (Trecho retirado site InfoEscola, ver mais aqui).

01 janeiro 2017

Meu Top - Livros que quero ler em 2017

17:03 4 Comments

Depois de uns meses de "férias" do blog estou de volta. E antes de tudo gostaria de desejar a você um 2017 mais que abençoado. Você que esteve comigo, mesmo nessas pequenas pausas meu muito obrigada também. 
Planejo várias coisas aqui no blog que não falarei o que é por acreditar que melhor do que falar é FAZER. Por isso espero te ver por aqui esse ano também, ano que completamos 2 anos no ar.

Como hoje é o primeiro dia do ano decidi fazer uma lista dos livros que pretendo ler esse ano. Vamos lá!

1. Como se fosse magia - Bianca Briones
Eva nasceu com o dom de passar os sentimentos para o papel, com isso conquistou milhares de leitores pelo mundo. Agora ela precisa escrever o último livro da sua série de fantasia, mas está com um bloqueio há um ano e não sabe o que fazer. Enquanto ela tenta se reconectar a seus personagens, a vida coloca em seu caminho um homem igualzinho a um dos seus protagonistas. O problema é que o desconhecido surge sem nenhuma lembrança de quem ele é. Enzo está muito confuso. A princípio, ele duvida da conversa maluca de Eva. Mas, mesmo com seu ceticismo, ele não pode negar que se sente extremamente ligado a ela. O que isso quer dizer? Envolvidos por esse curioso e estranho mistério, Eva e Enzo estão prestes a descobrir que às vezes para que duas pessoas se encontrem mundos inteiros são capazes de colidir.

Gente, eu li uma resenha super positiva desse livro em um blog e estou mais que curiosa para ler essa história. A Bianca Briones é uma autora nacional que eu pretendo conhecer a escrita e que é super elogiada na "blogosfera". 

11 dezembro 2016

Ler livros de banca também é bom - Sempre fui tua - Jessica Hart

13:43 4 Comments

Kate amava o homem que destruiu seus sonhos de adolescente! Kate foi apanhada de surpresa quando Luke, acariciando-lhe os cabelos com a mão, aproximou-se e beijou-a longamente. Num instante, passado e presente se fundiram, e nada mais importava. Ah em Paris, na noite chuvosa de inverno, com os lábios de Luke procurando avidamente os seus, Kate sentiu-se no meio de um bosque, em pleno verão. Nada havia mudado: o desejo profundo, a ansiedade na busca de seus lábios, a mão firme que a amparava. Eram as mesmas emoções, o mesmo abandono pelo homem por quem se apaixonara uma vez... e para sempre!

Como disse no Ler livros de banca também é bom anterior, muitas outras dicas seriam apresentadas até o fim do ano aqui no blog, pois bem, a dica de hoje é Sempre fui tua da Jessica Hart,  um livro que sem pretensão acabou me cativando. Não esperava nada por ele, até porque a sinopse não ajuda, no entanto, gostei dele e espero que vocês também.    

O livro começa em um teatro, Kate e uma amiga estavam esperando o retorno da peça quando a primeira acaba vendo um homem. Luke era o nome dele, e apesar de estar bem diferente não tinha como a protagonista não reconhecer, afinal, fora ele a sua primeira ilusão na adolescência. 
Nesses instantes os olhares dos protagonistas se encontram, mais como a Kate já esperava, Luke não a reconhece. 

No dia seguinte Kate vai a uma entrevista de emprego na London Project Management- uma empresa de consultoria sobre serviço de engenharia- e acaba descobrindo que quem procura uma secretária assistente que fala francês nada mais é do que o próprio Luke Hardman. Apesar do choque inicial e da grosseria do mocinho, ela acaba ficando no emprego. 

Falando no mocinho, devo dizer que o Luke tem o perfil daqueles homens que só vivem para o trabalho. É daqueles bem grossos que estão acostumados a mandarem e escutarem apenas sim como resposta. O que ele não esperava era encontrar uma secretária que além de eficiente também o respondia e não abaixava a cabeça aos seus comandos. E isso, caros leitores, foi um dos fatores positivos para mim.

Kate não tem aquele perfil “submissa” que é comum e que as vezes cansa nesse tipo de livro. Ela não deixa de responder as grosserias do mocinho que tem um gênio bem forte, afinal, ela tem atitude. E mesmo quando Kate percebe que está apaixonada por ele e os dois se envolvem intimamente ela não deixa de saber o que quer. Isso é um diferencial pois já tinha lido outras histórias com essa temática (patrão-secretária) e não tinha gostado tanto.

Por fim, além de todos os fatores citados devo destacar a forma como a autora conseguiu desenvolver a trama, de forma simples e maravilhosa. Os encontros e desencontros foram os necessários para que a trama entretesse sem que surgisse a sensação de que ela girava, girava e não saía do lugar. Enfim, indico a história pois gostei dos personagens, da narrativa da autora e principalmente da própria história.

26 outubro 2016

A Obra e suas capas - A Menina que roubava livros - Markus Zusak

22:46 2 Comments


Oi gente, hoje eu vou mostras as capas pelo mundo de um dos livros mais conhecidos. Estou falando de A Menina que roubava livros de Markus Zusak.
Definitivamente, a primeira versão do livro que foi lançada no Brasil (a segunda ai de cima) é a melhor na minha opinião. E sinceramente, não gosto dessa que foi baseada na adaptação do livro ao cinema.