19 julho 2016
12 julho 2016
Conheci essa tag a pouco e decide responder hoje aqui no blog. Ela consiste em associar os dias das semanas com determinadas situações e livros, é algo bem simples. Lembrando que vi a tag no blog da Ana do Como respira e a criadora da tag foi a Pam do Garotait.
10 julho 2016
O Vento me disse...#48 - Nunca julgue uma dama pela aparência - Sarah MacLean
Nathalia Silva
22:20
17 Comments
Nunca julgue uma dama pela aparência
Autora: Sarah MacLean
N° de páginas: 320
Editora: Gutenberg
Ano: 2016
Série: O clube dos canalhas #4
Skoob: aqui
Duncan West, assim como todos os homens, enxerga apenas o que quer.Mas ele estava prestes a ver o que não queria. Para a aristocracia, Lady Georgiana é a pobre irmã de um duque, rejeitada pela família após ter sido arruinada no pior tipo de escândalo possível: uma mulher que fez escolhas infelizes ao entregar-se de corpo e alma para um rapaz que todos desconhecem. Mas a verdade é sempre muito mais chocante! Nos recônditos mais obscuros de Londres, Lady Georgiana é a mulher mais poderosa da Grã-Bretanha, a rainha do submundo londrino, e atende pelo nome de Chase, o lendário e temido fundador do cassino mais exclusivo da cidade, o Anjo Caído. Circulando disfarçada pelos corredores de seu império, Chase sabe dos piores segredos dos figurões da sociedade e tem todos os poderosos na palma de sua mão, mas durante anos os seus próprios mistérios nunca foram descobertos Até agora! Brilhante, inteligente e bonito como o pecado, o jornalista Duncan West está intrigado com a linda mulher que de alguma forma está ligada a um mundo de trevas e perdição. Ele sabe que Georgiana é muito mais do que parece e promete desvendar todos os seus segredos, expondo seu passado, ameaçando seu presente e arriscando tudo o que ela tem de mais precioso. Inclusive seu coração.
Existem
alguns livros de época que são escritos de forma tão arrebatadora que suas
histórias se tornam simplesmente inesquecíveis. Mais uma vez a Sarah MacLean
soube imprimir características suas que fizeram com que Nunca Julgue Uma Dama
Pela Aparência fosse mais do que uma história tipicamente comum em livros do
gênero, ela fez com que o romance se tornasse um pilar para que os
protagonistas pudessem renascer de uma sociedade onde reinava a hipocrisia e as
aparências. Definitivamente a autora se tornou uma das minhas favoritas do
gênero e por isso incentivo a leitura deste último volume da série "O
Clube dos Canalhas", que foi lançado no país pela Editora Gutenberg.
Neste volume vamos conhecer quem realmente é o Chase, grande fundador do cassino Anjo Caído, lugar que guarda grandes segredos dos membros da aristocracia inglesa do século XIX e que é administrado, além do Chase, pelos seus amigos sócios: Cross, Temple e Bourne. O fundador do cassino nunca teve sua identidade revelada nos livros anteriores e por isso tenho certeza que vai ser uma surpresa para quem acompanha a série. Eu gostaria de falar muito mais sobre essa trama e os desdobramentos dela, mais acontece que se assim o fizer, estarei dando um baita de um spoiler. Pensei muito em como faria essa resenha sem revelar muitas coisas, por hora adianto, NÃO comentam o erro que cometi, comecei a série pelo último livro. Isso foi uma PÉSSIMA decisão. Não que a descoberta tenha prejudicado o que penso na trama, pelo contrário, me fez gostar mais ainda, no entanto, é fato que por não ler os livros anteriores não tive aquela sensação de surpresa por saber quem é quem de fato na história, entende? Por isso, darei minhas impressões gerais da trama sem me adentrar muito nela. Espero que entendam e se querem outro conselho, também não leiam a sinopse.
Uma das coisas que gostei na trama é o modo como a autora consegue desenvolver seus personagens e como ela consegue fazer com que passado e presente da vida desses façam deles muito mais transparentes para os leitores. Sabe, consegui me conectar e amei principalmente a protagonista. Quem conhece livros do gênero sabe que temos predisposições a gostarmos mais dos protagonistas masculinos- pelo menos comigo é assim-, no entanto, apesar de gostar muito do Duncan West foi a Lady Georgiana que roubou a cena. Ela não teve uma vida fácil, afastada da sociedade por um erro que cometeu no passado ela vive com os constantes olhares e reprovações da sociedade. Mesmo assim, ela se vê na necessidade de voltar para o centro das atenções e para que isso ocorra da maneira mais fácil possível ela contará com com a ajuda do jornalista Duncan.
O envolvimento da Georgiana e o Duncan é outro fator mais que positivo na trama, com um toque super sensual a autora faz de Nunca julgue uma dama pela aparência um romance envolvente, atraente e cativante, que ganha tons ainda mais dramáticos pelo fato dos personagens terem grandes segredos. Sem falar que os diálogos entre eles fluem de uma maneira maravilhosa. Além disso, a autora consegue imprimir uma crítica a sociedade tão verdadeira, inteligente e coesa que torna o livro ainda mais especial.
Por fim, eu só posso recomendar a leitura do livro. Se você não costuma ler livros do gênero pode começar por esse, ou melhor, por essa série. Afinal, posso não ter lido os outros livros- algo que pretendo remediar o mais breve possível- mais tirando como base o livro em questão e o livro Nove regras a ignorar antes de se apaixonar (livro da mesma autora que já foi resenhado aqui no blog) posso afirmar que você também irá se apaixonar pela escrita da autora.
"Eu falava do seu futuro a longo prazo. -Eu já escolhi o meu futuro a longo prazo. E agora estou escolhendo meu futuro imediato, ela disse, aproximando-se, reduzindo um metro para um passo. Ela baixou a voz para um suspiro. - Eu escolho você."
"Eu falava do seu futuro a longo prazo. -Eu já escolhi o meu futuro a longo prazo. E agora estou escolhendo meu futuro imediato, ela disse, aproximando-se, reduzindo um metro para um passo. Ela baixou a voz para um suspiro. - Eu escolho você."
09 julho 2016
02 julho 2016
01 julho 2016
Oi gente, como vocês estão? Espero que bem. Hoje estou aqui para mostrar o meu cantinho de cara renovada, vocês não sabem o quanto estou feliz por isso. De uma maneira que nunca pensei que ficaria. Uma vez ou outra sempre faço algumas modificações aqui no blog, no entanto, acho que esse aqui vai demorar um pouquinho mais. Afinal, tá lindooooooooooo!
24 junho 2016
Amante Indócil
Autora: Janet Dailey
N° de páginas: 268
Editora: Record
Ano: 1986
Skoob: aqui
Amante Indócil é uma história emocionante de Janet Dailey, uma das maiores autoras de best sellers em atividade. Diana Somers tinha sua própria maneira voluntariosa de conseguir o que queria. Quando seu casamento acaba por causa do ciúme do marido, ela volta para a casa do pai, uma estância no Meio-Oeste americano, assumindo a administração da propriedade. E lá conhece Holt Mallory, o homem que dirige a estância com mão de ferro... e Guy, seu filho, que fica fascinado por sua beleza.
Amante Indócil é um clássico da Janet Dailey que passados 30 anos de sua primeira publicação ainda desperta sensações que fazem com que uns amem e outros odeiem a sua história. Apesar de sua simplicidade ele até certo ponto é bem polêmico, por isso, para tentar explicar as minhas sensações sobre ele aviso que é bem provável que a resenha contenha spoilers. Mesmo assim te aconselho a ler pois você poderá tirar suas próprias conclusões do livro, que teve sua última publicação aqui no país pela Editora Record.
O livro conta à história de Diana, filha única de um fazendeiro viúvo que sempre teve tudo o que quis. Ela ver a sua vida mudar quando ainda adolescente o pai contrata um homem chamado Holt. O mesmo com o passar dos anos acaba ganhando cada vez mais a confiança do pai dela e por consequência vai ganhando mais espaço na fazenda, isso acaba gerando um ressentimento muito grande nela. Acontece que quando o Holt chega com o seu filho, Guy, na fazenda ele acaba "tomando" responsabilidades que como filha ela gostaria de ter e Diana se vê obrigada a ser ou melhor, a agir apenas como uma garota. Assim, não podendo ajudar como gostaria na fazenda ela estuda, tira as maiores notas na escola e acaba fazendo faculdade. Lá ela conhece um homem, se casa e anos depois se separa. Com o peso de um casamento fracassado ela retorna à fazenda do pai e vai ser lá onde viverá momentos intensos que marcará a sua vida.
Diana, na fazenda, logo percebe que a admiração infantil que o Guy nutriu por ela quando criança se transformou em um amor venerado. Ela nunca se importou com ele, a verdade é que quando adolescente (ela com 14 anos e ele com 9 anos) só deu migalhas de atenção a ele com com um único proposito, afastá-lo do pai- já que o Guy e o Holt tinham uma relação complicada. Percebendo o erro que cometeu com ele no passado, com o divórcio e os boatos que surgiram logo após este e a veneração pura que o Guy tinha por ela, Diana acaba transando com ele. E eis a grande polêmica do livro, a mocinha tira a virgindade do filho do mocinho.
Por este "detalhe" se vê que o romance não é algo meloso e tão pouco é aquela coisa de livro mais hot onde chegamos ler coisas meio irreais. Não, o livro da Janet é mais cru, ela toca realmente em assuntos mais reais e "amorais". Foi assim em A Caricia do Vento onde a mocinha sequestrada se apaixona pelo sequestrador, foi assim em Amor em jogo que mostra uma mulher tentando se reerguer depois do marido a abandonar por uma mulher mais nova e com Amante Indócil não poderia ser diferente.
É justamente por esse lado mais cru e "amoral" que o triângulo amoroso do livro não é dos moldes que estamos acostumados. A verdade é que nem existe esse triângulo já que logo após o envolvimento da protagonista com o filho do mesmo, ela não tem mais nada com ele. No entanto, é por esse motivo que muitos não gostam desse livro, eu mesma gostaria que as coisas entre a Diane e o Guy não tivessem chegado a esse ponto, mais pensando friamente, o antagonismo dela com o Holt se tornou bem mais intenso e por tanto mais excitante de se acompanhar, depois desse fato.
Uma coisa que não me agrada muito é a ênfase que a autora dá as descrições da caça ao cavalo que cerca à fazenda. Eu sei que isso possibilitou a aproximação dos protagonistas, mesmo assim é inevitável a sensação de que muitas coisas eram totalmente dispensáveis. Sobre os personagens, devo apontar que o mais complexo é o Holt, ele não teve um passado fácil (apesar de não sabermos muito já que a autora não entra em detalhes) e vemos o quanto é difícil para ele resistir a Diana, ainda mais sabendo o quanto o seu filho gosto dela. Falando na protagonista. apesar de ser um pouco mimada e voluntariosa, Diana percebe seus erros e com o passar do tempo e de situações difíceis ela vai aprendendo a ser uma pessoa melhor. Dos demais personagens o destaque vai só para o Guy (os demais personagens são bem decorativos) que apesar de ser ingênuo demais e de venerar a Diana de uma forma que o torna muitas vezes chato, é um bom personagem.
Outra coisa que também não me agrada é o final do livro, a autora deixa uma situação em aberto que sinceramente foi uma decepção (me pergunto se a Janet sabe fazer final, pois olha, já li uns três livros dela que o final ficou "aberto"...aff). Quem já leu algum livro dela sabe do que estou falando.
Depois de todos esses pontos negativos vocês devem estar pensando que eu simplesmente odeio o livro, não é verdade? Eu gostaria, mais a verdade é que apesar de enxergar as falhas, eu gosto da maneira como a autora escreve e de como ela desenvolve, de forma conturbada, a história do Holt e da Diana. A química deles é intensa... existe paixão entre eles, os dois formam aquele tipo de casal que se gosta mais que odeiam se gostar. E é isso o que acontece comigo, eu AMO ODIAR ou simplesmente ODEIO AMAR esse livro. Ele pode ser simples, ter defeitos... mais sabe quando você lê um livro e apesar de tudo contra, gosta dele? Então, é isso o que acontece comigo com relação a Amante Indócil.
Por fim, por estes motivos esse será um dos livros que não indico (ainda assim espero ter despertado a sua curiosidade) e se mesmo assim você querer o ler poderá encontrá-lo em e-book ou então no Mercado Livre, afinal, por ser antigo já não produzem mais ele.
Leia e tire as suas próprias conclusões.









