O quote da semana é de um livro que li recentemente e faz parte da série Academia de Vampiros. Confesso que não sou muito de ler livros sobrenaturais, é tanto que poucos são os que já foram resenhados por aqui, mais como assisti o filme... fiquei interessada pela trama. E olha, já estou terminando a leitura do livro 5, espero que consiga falar mais sobre eles em breve.
30 abril 2018
29 abril 2018
Autora: Janet Dailey
N° de páginas: 374
Editora: Record
Ano: 1983
Série: Família Calder
Skoob: Aqui
Uma história romântica, de uma paixão incontrolável e ardente, tendo como pano de fundo as planícies do Oeste americano, com seus velhos e rígidos códigos de honra e seus homens violentos.Os Calder dominavam um verdadeiro império em terras que se estendiam por grande parte do Estado de Montana. Todo esse poder desperta inveja e cobiça nos outros criadores de gado da região.A sedução de uma menina de quinze anos por um membro da família Calder desencadeia uma envolvente trama onde se entrelaçam o ódio, a vingança e o ultraje. Mas acima de todos esses sentimentos, surge o amor como uma chama de vida, renovadora, a impulsionar dois seres apaixonados no seu esforço de enfrentar, numa luta dramática, dois terríveis inimigos.
O Dia
mundial do livro passou e com ele decidi ler um pouco. Aproveitei o momento
para reler um livro que li na minha adolescência e que me marcou bastante, Os Donos da Terra da autora americana Janet Dailey (uma das minhas autoras
favoritas) para ser mais exata. O livro foi lançado há três décadas por isso
não estranhem se sua mãe ou tia também já leu, sobre a edição em si não tem
muito o que falar, afinal, estou falando de uma edição publicada em 1983 pela Editora Record, então, nada sobre qualidade
da tradução, diagramação, etc.
Os Donos da terra é o primeiro livro de uma série chamada 'A família Calder' que contém 11 volumes, sendo que no Brasil apenas 4 foram publicados. O livro narra à história da família Calder que durante anos vem lutando para manter as terras que conquistaram, tornando as mesmas em um verdadeiro império em pleno oeste dos Estados Unidos. É neste cenário que conhecemos Chase Calder e Maggie O'Rourke, os protagonistas da trama.
Chase é o único herdeiro da fazenda Triplo C, a maior fazenda da região e Maggie é a filha mais nova do pequeno fazendeiro Angus, que por fraqueza e inveja nutre um ódio imenso pelos membros da família Calder, especialmente ao patriarca Webb Calder. Maggie, aos 15 anos, ajuda o pai e o irmão Culley nos cuidados da fazenda e no trabalho doméstico já que é órfã de mãe. Por viver uma vida simples e de privações a garota sonha com o dia em que deixará à miséria e de fato será uma dama. Enquanto isso, Chase vive o oposto. O mesmo mora na fazenda mais respeitada da região ao lado de seu pai Webb, com uma empregada que era uma especie de 'madrinha' e seu filho, Buck Haskell, que foi o mais próximo que ele já teve de ter um irmão.
Apesar de ter apenas 22 anos, Chase cresceu sabendo da responsabilidade que seria administrar o império formado pelo seu pai e quando se envolve com Maggie sabe que não iria muito além. O fato é que apesar do envolvimento deles ser algo inesperado para ambos e de ter durado pouco, foi algo que marcou a vida deles para sempre, mesmo ficando longe um do outro por mais de uma década.
Depois de 15 anos, Maggie se vê 'obrigada' à voltar a cidade que não pensava mais pisar e sua volta trás questões do passado como o assassinato do seu pai, o ódio que continua a consumir o seu irmão, a atração sexual que continua viva entre ela e Chase e o principal, o filho que era só 'seu' agora conhece o seu verdadeiro pai.
" -Não podemos voltar, Chase. Não podemos encontrar o que perdemos. - murmurou.
- Não quero o que tivemos no passado... Quero Construir sobre o que temos hoje, para que haja um amanhã." (p:317)
Gosto dos enredos criados pela Janet pois são simples ao tempo que possuem uma intensidade que me agrada - especialmente os livros de livraria (muitas de suas obras são distribuídas no Brasil como romances de banca). Ela consegue escrever um enredo profundo e sentimental mesmo alimentando os clichês já tão batidos no gênero literário.
Em Os Donos da Terra, a autora abusa da descrição para narrar uma história envolvente que prende o leitor até as últimas páginas. O romance desenvolvido possui elementos interessantes como o ódio entre famílias, uma separação inicial causada por um motivo forte e não por uma terceira pessoa (mulher/homem) como geralmente acontece, sem falar no toque sensual e até certo ponto, cru, que ela dá ao envolvimento do casal protagonista. Cabe destacar que as cenas entre eles são definitivamente a "cereja do bolo".
A única coisa que pode ser que desagrade ao leitor que queira arriscar na leitura é o final. Como de costume (quem já leu A Carícia do vento e Amante Indócil sabe o que estou falando), a autora corre demais com as situações finais e fica aquele gostinho de "como assim, já acabou?", acredito que se tivesse um epílogo essa sensação teria menos peso depois das derradeiras últimas linhas.
Confesso que essa "correria" da autora é algo que gosto e desgosto, é como uma "marca" da autora, sabe? Ela deixa para que o público imagine o que de fato deve ou não ter acontecido a partir do fim. Como não posso fazer nada em relação a isso, só posso me aficionar cada vez mais em suas histórias. Por fim, Os Donos da terra é recomendado a você que gosta de um romance simples, intenso, envolvente, com toques clichês e bem sensuais. Não desista no primeiro capítulo!
"Um céu de promessa, Um céu tao imponente, Este céu que leva a marca dos calders". (p.366)
20 dezembro 2017
Fazendo um balanço deste ano na minha vida percebi que deixei uma parte de mim- o blog- jogado. Prometi voltar tantas vezes - e não cumpri - que decidi não fazer mais isso.
A vida muda, prioridades mudam e aquela necessidade que tinha de mostrar o que penso de um livro já não é tão presente. Não sei se voltarei a ser tão ativa como antes mais tentarei não ficar tanto tempo longe, não por TER que fazer isso ou aquilo, mais sim por sentir saudades do que um dia foi o meu cantinho mais que especial.
Aproveito pra desejar um feliz natal e um prospero ano novo adiantado (caso não apareça por aqui). É muito bom ver que apesar de tanto tempo afastada, existe alguém, em algum canto do Brasil, que ainda me acompanha.
Feliz 2018, que o próximo ano seja infinitamente melhor na sua vida.
05 abril 2017
A Book Tag de hoje eu vi no blog da Patty Santos - Coração de Tinta - que por ventura viu no canal do Paulo, que traduziu a tag do seguinte canal: aqui. A tag em inglês se chama "I Never" e em português seria "Eu nunca". Espero que gostem!
04 abril 2017
31 março 2017
Cilada para um marquês
Autora: Sarah MacLean
N° de páginas: 320
Editora: Gutenberg
Ano: 2016
Série: Escândalos e Canalhas
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Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares. Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela. No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço. O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam…
Quem me conhece um pouco e acompanha o blog sabe a minha paixão pelos romances de época. Acredito que sabendo disso devem saber também que duas autoras são especiais para mim, Jane Austen e Julia Quinn. Por isso, devo começar apontando que Sarah MacLean definitivamente entrou para o meu top e se tornou especial para mim, ainda mais depois que li Cilada para um marquês - edição lançada pela Editora Gutenberg em 2016. Ela já tinha me encantado em Nove regras a ignorar antes de se apaixonar e Nunca julgue uma dama pela aparência, agora, só foi a confirmação. Para mim ela é uma das melhores autoras atuais de romance de época.
A principal causa que me fez amar às histórias da Sarah é a maneira como ela as desenvolve; sempre recheadas de romance, pitadas de humor ácido, doses picantes em algumas cenas e personagens femininos sempre à frente do seu tempo. Neste volume ela trás novamente todos esses elementos e escreve - mais uma vez - uma ótima história para os amantes de livros românticos de época.
"Depois que Jack Talbot se tornou Conde de Wight e toda Londres direcionou sua atenção e seu desdém para aquela família rude, sem refinamento, sem sofisticação aristocrática, os escândalos grudavam nos Talbot e assim permaneciam. Que a fortuna recém-formada do conde viesse do carvão, facilitava as piadas — as irmãs eram chamadas de “As Cinderelas Borralheiras“, e Sophie imaginava que os outros deviam considerar o som daquilo muito espirituoso, visto que os nomes delas eram, pela ordem, Seraphina, Sesily, Seleste, Seline e Sophie."
"Depois que Jack Talbot se tornou Conde de Wight e toda Londres direcionou sua atenção e seu desdém para aquela família rude, sem refinamento, sem sofisticação aristocrática, os escândalos grudavam nos Talbot e assim permaneciam. Que a fortuna recém-formada do conde viesse do carvão, facilitava as piadas — as irmãs eram chamadas de “As Cinderelas Borralheiras“, e Sophie imaginava que os outros deviam considerar o som daquilo muito espirituoso, visto que os nomes delas eram, pela ordem, Seraphina, Sesily, Seleste, Seline e Sophie."
A trama gira em torno de Sophie, a filha mais nova entre as cinco irmãs Talbot (apelidadas de irmãs perigosas), que sempre estão envoltas em escândalos por possuírem personalidades, no minimo, extravagantes em relação aos membros da sociedade londrina do século XIX. Aliado a isso, é notório para todos que a sociedade só "aceita" a família Talbot por causa do pai das meninas que conseguiu um titulo de nobreza nas cartas e por sua grande riqueza adquirida das minas do carvão. Sophie, é considerada a mais "sem graça" de todas elas pois não possui a beleza das irmãs e não é tão talentosa e extravagante, apesar disso, ela apresenta uma força de espirito que simplesmente encanta e que a faz negar e odiar tudo aquilo que sua mãe e irmãs tanto adoram.
Cansada de viver em um mundo de aparências e que nunca irá aceitá-la, a mesma decide voltar ao seu antigo lar, aquele em que foi "obrigada" a deixar e que apesar de simples era cheio de felicidade. O problema era que ela não avisou a ninguém e em sua fuga acabou encontrando e dependendo do arrogante - terrivelmente libertino e canalha - Rei, Marquês de Eversley e futuro duque de Lyne.
"Só que ela não o traiu. Ela teria feito qualquer coisa para ficar com ele ali, no centro daquele labirinto impossível. Para sempre."
"Só que ela não o traiu. Ela teria feito qualquer coisa para ficar com ele ali, no centro daquele labirinto impossível. Para sempre."
Uma das coisas que mais me diverte neste enredo são as discussões entre a Sophie e o Rei, que são personagens com personalidades bem opostas, e que de sua maneira se completam. Definitivamente, o envolvimento dos dois é o ponto chave da trama (com direito a cenas bem, mais bem sensuais). Falando nos protagonistas tenho que destacar a Sophia, amei conhecê-la: seus desejos pela liberdade, pela vida mais simples e verdadeira, pelo seus sonhos (ter uma livraria para ser mais especifica) e seus medos e inseguranças. Enfim, fazia muito tempo que não me encantava e se identificava dessa forma com uma personagem feminina em um livro.
As criticas feitas aos costumes e a aristocracia da época também foram muito bem usadas pela autora, muitas delas aliás, foram empregadas com humor e me fizeram colocar um sorriso "besta" no rosto. Sobre o lado negativo, acredito que o único problema da trama, que é narrada em terceira pessoa, seja o seu final previsível, seguindo os clichês comuns já esperados em tramas do tipo e que corroborou para um final um pouco "apressado". Claro que isso não foi um grande problema para mim e tão pouco apaga a qualidade da história, mas, acho que isso pode ser um problema para algumas pessoas.
Sobre a edição física ela é simples e bem caprichada. A mesma teve sua diagramação inspirada em jornais da época e não lembro de ver erros graves de tradução e edição. Por hora, deixo os meus parabéns a editora pela capa, uma das mais bonitas que já vi entre os romances de época já lançados no Brasil.
Por fim, foi um prazer acompanhar essa história que é a primeiro volume da Série Escândalos e Canalhas. E não vejo a hora de ler o restante dos livros da Sarah, ela realmente sabe envolver o leitor e por isso não poderia deixar de indicar a leitura para aqueles que amam romances do gênero ou que queiram começar nesta aventura e não sabe por onde.
Lembre-se: não quero te encher de expectativas pois quando acontece isso, o livro na maioria das vezes perde o encanto. Mais fica aqui, minha recomendação de uma aventura romântica e divertida de se acompanhar.
"Quando os jornais de fofocas noticiassem os eventos daquela tarde, não seria a marquesa vendada a dominar as manchetes. Na verdade, seria o marquês profundamente apaixonado que, em um surto de adoração desenfreada, deixou o decoro de lado e beijou a esposa em plena luz do dia, na entrada de uma nova livraria em plena St. James."
Sobre a edição física ela é simples e bem caprichada. A mesma teve sua diagramação inspirada em jornais da época e não lembro de ver erros graves de tradução e edição. Por hora, deixo os meus parabéns a editora pela capa, uma das mais bonitas que já vi entre os romances de época já lançados no Brasil.
Por fim, foi um prazer acompanhar essa história que é a primeiro volume da Série Escândalos e Canalhas. E não vejo a hora de ler o restante dos livros da Sarah, ela realmente sabe envolver o leitor e por isso não poderia deixar de indicar a leitura para aqueles que amam romances do gênero ou que queiram começar nesta aventura e não sabe por onde.
Lembre-se: não quero te encher de expectativas pois quando acontece isso, o livro na maioria das vezes perde o encanto. Mais fica aqui, minha recomendação de uma aventura romântica e divertida de se acompanhar.
"Quando os jornais de fofocas noticiassem os eventos daquela tarde, não seria a marquesa vendada a dominar as manchetes. Na verdade, seria o marquês profundamente apaixonado que, em um surto de adoração desenfreada, deixou o decoro de lado e beijou a esposa em plena luz do dia, na entrada de uma nova livraria em plena St. James."
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| Série Escândalos e Canalhas/II e III ainda não foram lançados no Brasil |
29 março 2017
O quote da semana é de um livro que terminei há pouco e que estou louca para falar mais sobre ele com vocês. Posso adiantar que é um livro romântico, engraçado, meio picante; simplesmente divino.
Livro: Cilada para um marquês
Autor(a): Sarah MacLean
Oh, céus. Ela não queria falar disso. Ela nunca pretendeu mentir para ele. Mas agora ela pareceria ridícula se confessasse a verdade — que Robbie não era o objetivo de sua jornada. Que a jornada começou sem objetivo até ela perceber que era pela liberdade.
Liberdade é uma das coisas que a Sra. Sophie Talbot mais deseja e para conseguir tal desejo ela irá se entregar à uma aventura simplesmente maravilhosa. Indico muito a leitura. :)











