03 fevereiro 2017

Estantes de livros criativas #16

13:50 2 Comments

Já mostrei vários modelos de estantes neste espaço do blog. Umas eu gostei mais e outras nem tanto. A maioria delas seria difícil de ter uma em casa, mesmo assim, não deixa de ser uma coisa bonita de se mostrar. Quem sabe você não se inspira em alguma delas? rsrs

No primeiro Estantes de livros criativas do ano, encontrei três modelos de estantes de livros em formato de notas musicais. Acho que quem gosta de música e de leitura adoraria ter uma parecida em casa. 


01 fevereiro 2017

O Vento me disse...#58 - Sempre ao seu lado - Rachel Gibson

01:22 15 Comments

Sempre ao seu lado
Autora: Rachel Gibson
N° de páginas: 242
Editora: Jardim dos Livros 
Ano: 2009
Série: Writers Friends #3
Skoob: Aqui
Considerado pelos leitores um dos melhores romances escritos por Rachel Gibson, "Sempre ao seu lado" narra a história de Maddie Jones. A personagem volta à cidade onde nasceu, com pretexto de concluir seu livro, um thriller policial com todos os ingredientes de um bom suspense, duplo homicídio e traição, em uma trama envolvente. O que ninguém sabe é que os fatos são verídicos, e boa parte foi descrita no diário de sua mãe, assassinada junto com seu amante. Maddie Jones está determinada a descobrir o passado sórdido da cidade. No entanto, ela não conta com a possibilidade de se sentir atraída por Mick Hennessey, filho da mulher traída que matou sua mãe.
A primeira coisa que me vem a cabeça ao começar a falar sobre o livro Sempre ao seu lado da Rachel Gibson é que apesar do mesmo estar inserido em uma série de chick-lit, ele não é um chick-lit nos moldes tradicionais, ou seja, ele não tem uma história com uma protagonista que só vive se envolvendo em situações divertidas, que nos faz rir sem parar - algo mais parecido com o que aconteceu comigo lendo Sem Clima para o Amor, segundo livro da mesma série.

Neste volume publicado pela Editora Jardim dos Livros vemos uma história de amor com cenas bastantes sensuais, temos uma protagonista que é forte e independente (apesar de ter suas inseguranças), mais não temos aquelas situações constrangedoras que as mulheres desse gênero costumam passar. Não vou dizer que o mesmo não tenha alguns elementos do gênero, não é isso, é só que a trama possui contornos mais dramáticos, coisa difícil de ver em livros desse tipo. Isso foi algo "novo" e não vejo como um problema. Apesar disso, acredito que é uma coisa que deve ser avisada desde já.

"Sua mão ergueu-se na direção da velha porta, depois a soltou. Uma surpreendente sensação de apreensão lhe ouriçou os cabelos da nuca. Ela havia feito isso dúzias de vezes. Então, por que a apreensão? Por que agora?, perguntava a si mesma, embora soubesse bem qual era a resposta. Porque desta vez era pessoal. Depois que abrisse aquela porta e desse o primeiro passo não haveria a possibilidade de voltar."

A Gibson nos conta à história de Maddie Jones, uma escritora de thriller policial que volta a cidade em que nasceu com o pretexto de escrever um livro sobre um crime que abalou a pequena cidade de Truly, há 29 anos. O que inicialmente os moradores não sabiam era que ela tinha sido uma das que mais sofreram com as consequências desse crime. Sua mãe tinha sido assassinada com seu amante e ela estava disposta a descobrir os detalhes sórdidos desse caso. O que Maddie não esperava era se sentir atraída pelo Mick Hennessey, filho da mulher que foi traída e que tinha matado a sua mãe. E o que é pior, nunca pensara que teria um caso com o Mick sem que ele soubesse quem ela era de fato.

Uma das coisas que mais gosto na escrita da Rachel é a maneira como ela consegue desenvolver a história sem que os personagens se tornem caricatos ou chatos. O romance entre a Maddie e o Mick também poderia se tornar algo muito clichê, o que contribuiria para que a história caísse em um ciclo vicioso de "vai e volta" que acaba cansando o leitor, mas felizmente, isso não aconteceu. Além do mais, a autora criou personagens protagonistas com uma química maravilhosa e soube inseri-los em uma "aura" de tensão - e tesão - sexual que deixou a história ainda mais gostosa de se acompanhar.

Uma coisa que não sai da minha cabeça também é que a trama me lembrou o livro A Testemunha da Nora Roberts e acho que isso se deve pela trama se passar em uma pequena cidade, a mocinha não tem uma família e os encontros com o mocinho - que é super sexy e tudo de bom - são na casa dela. Falando nisso, tenho que confessar que amo tramas com esse enredo - cidadezinha, vizinhos fofoqueiros, mocinhos obstinados que não procuram o amor e quando encontram não o deixam escapar, passado mal resolvido e encontros muitooooooo sexys!!! Então se você gosta de tramas desse tipo, não vai se arrepender de ler esta.

O único ponto negativo do livro são alguns problemas de revisão e tradução. Gostaria muito que a editora fizesse uma nova edição sanando esses problemas ou que uma editora "grande" adquirisse os direitos de toda a série "Amigas Escritoras", assim, os livros poderiam ser relançados - e lançados já que nem todos foram publicados no Brasil.

Por fim, Sempre ao seu lado da Rachel Gibson foi mais uma leitura que tive o prazer de acompanhar, e mostra uma história de amor inesperada que enfrenta as marcas de um passado complicado. É um livro que evidência a superação e o perdão, e apesar de toda à carga dramática consegue trazer cenas sensuais, leves e divertidas (o "Carlos" e o gato da Maddie que o diga). Isso sem falar que os personagens são bem construídos e super simpáticos. 

Depois de tudo só posso terminar esse texto me indagando os motivos de tantas pessoas ainda não conhecerem a escrita da Rachel, afinal, ela escreve boas histórias e merece uma chance. Da minha parte só posso deixar a indicação e o desejo que você goste das suas histórias o tanto quanto eu.


"Ela sempre considerou que se apaixonar era como bater de frente contra uma parede de tijolos. As pessoas, de maneira geral, apesar de saberem disso prosseguiam até levar um pontapé e finalmente concluir: Meu Deus, acho que estou apaixonada! Mas não foi o que aconteceu com Mick. Tudo começou sorrateiramente dentro dela antes mesmo que ela percebesse. Tudo aconteceu a cada sorriso e a cada toque. Um olhar, um beijo, uma cole ira cor-de-rosa de gata, um aperto no coração, uma respiração acelerada após a outra até que ficou profundamente envolvida, e não pudesse mais negar. Isso tudo não tinha volta. Não davamais para mentir sobre o que sentia."

Série "Amigas escritoras" (Writers Friends):

- Sexo, mentiras e encontros virtuais - Não lançado
- Sem clima para o amor - Lançado
- Sempre ao seu lado - Lançado 
- Sem mais encontro ruim - Não lançado



28 janeiro 2017

A Obra e suas capas - Eleanor e Park

17:15 4 Comments


As capas pelo mundo dessa vez serão do livro Eleanor e Park da Rainbow Rowell. Cabe lembrar que ainda não tive a oportunidade de ler o livro, portanto, não posso dizer se as mesmas são condizentes com a história. Enfim, espero que gostem.

BRASIL
Essa capa brasileira parece muito com a original, americana, e apesar de simples gosto muito dela. E vocês, o que acham?

27 janeiro 2017

O Vento me disse...#57 - A Geografia de nós dois - Jennifer E. Smith

13:38 11 Comments

A Geografia de nós dois
Autora: Jennifer E. Smith
N° de páginas: 272
Editora: Galera Record
Ano: 2016 
Skoob: Aqui

Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.

A Geografia de nós dois foi o meu primeiro contato com a escritora Jennifer E. Smith, que com sua escrita simples me transportou a história da Lucy, uma menina de 16 anos que em meio a um blecaute acabou ficando presa em um elevador com outro garoto, Owen para ser mais exata.

Os dois aparentemente não tinha nada em comum, enquanto ela vinha de uma família rica e morava no 24° andar de um prédio luxuoso de Nova York, ele morava no subsolo do prédio com o pai, que tinha aceitado há pouco a vaga de administrador. No entanto, contrariando as estatísticas os dois acabaram criando uma conexão que foi além da noite em que a cidade ficara no escuro. Foi além da geografia que parecia os separar cada vez mais. 


Assim, mesmo Owen indo embora de Nova York sem um destino certo, viajando com o pai por várias cidades dos Estados Unidos e Lucy indo morar com seus pais na Escócia e depois em Londres, parecia impossível para ambos esquecerem o breve encontro que tiveram naquele dia em que a cidade ficou toda no escuro. Então, apesar da geografia dos dois estarem em linhas opostas, ambos estavam dispostos a permitir que novos traços surgissem, levando-os aos tão esperados reencontros.

A trama criada pela Jennifer definitivamente não ficou marcada em mim, provavelmente daqui uns anos terei dificuldades em lembrar de alguns pontos da história e isso acontecerá não pelo fato dela ser ruim. A verdade é que a trama é boa mais é só isso, boa. Além do mais, confesso que tive dificuldade em criar uma conexão com os personagens em si e com o relacionamento deles. Ainda me custa acreditar que em plena juventude, depois de um encontro apenas e de poucas palavras trocadas em e-mails e cartões postais o romance poderia dar certo em meio a distância. Acho que essa insegurança minha com relação a esses fatos se deu pelo modo em que a autora conduziu a trama e principalmente, como ela terminou. Digo isso porque há pouco tempo li Novembro, 9 da Cooleen Hoover - que possui uma trama onde os protagonistas mal se encontram - e não tive uma sensação tão forte, como nesta, de que a história era inverossímil demais.

Por esses motivos digo que a narrativa da Smith falhou um pouco, mas também é fato, que no decorrer da história ela melhorou bastante. Falando em narrativa, a mesma é em terceira pessoa e é dividida entre os pensamentos da Lucy e do Owen. Além disso, o livro é composto por cinco partes sendo os capítulos bem curtos (alguns deles tinham apenas uma linha), coisa que gostei bastante.

Por fim, A Geografia de nós dois, que foi publicado no Brasil pela Editora Galera Record em 2016, não foi a melhor história que já li e não é daquelas que me veem primeiro a cabeça quando me pedem uma indicação, mesmo assim acredito que é uma boa história e é uma boa opção para aqueles dias em que queremos simplesmente nos distrair e viajar nas histórias.

"Se traçassem um mapa dos dois, de onde tinham começado e de onde terminariam, as linhas seguiriam para longe uma da outra como ímãs de polos opostos. E já tinha ocorrido a Owen que havia algo profundamente errado com aquilo, que deveriam existir círculos ou ângulos ou voltas, qualquer tipo de traço que possibilitasse às duas linhasvoltarem a se encontrar. Em vez disso, iam em direções opostas. O mapa era o mesmo que uma porta prestes a se fechar. E a geografia da situação — a geografia dos dois — estava completa e irremediavelmente errada."

  

23 janeiro 2017

Quote da semana - A Geografia de nós dois

00:00 4 Comments


Oi gente, o quote dessa semana é da minha leitura atual, A Geografia de nós dois da autora Jennifer E. Smith. 

Pensando bem acho que da próxima vez será "quotes", no  plural. Afinal, mais uma vez será mais de um quote. hehe :) Vamos nessa!

Livro: A geografia de nós dois
Autora (a): Jennifer E. Smith

21 janeiro 2017

Vento Musical - Lali Espósito

22:35 2 Comments

Quem acompanha o blog sabe o quanto sou apaixonada por músicas em espanhol. Assim surgiu o Vento Musical, uma coluna que criei para que pudesse falar sobre músicas/cantores que gosto nesse idioma. Hoje, irei falar sobre uma cantora Argentina chamada Mariana Espósito ou simplesmente "Lali". E quem quiser conferir os outros post dessa coluna é só acessa aqui.


Antes de tudo, quem é Lali Espósito?


19 janeiro 2017

O Vento me disse...#56 - Novembro, 9 - Colleen Hoover

16:42 16 Comments

Novembro  9
Autora: Colleen Hoover
N° de páginas: 352
Editora: Galera Record
Ano: 2016 
Skoob: aqui

Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

9 de novembro é uma data especial para os protagonistas desse novo melodrama da Cooleen Hooven - que foi publicado no Brasil pela Editora Galera Record no ano passado. Especial de uma maneira boa e especial por um fator ruim. 

Fallon e Ben se conheceram no dia 9 de novembro em um restaurante. De maneira inesperada para a protagonista, o mocinho a ajudou sair de uma situação constrangedora com o seu pai, que de maneira grosseria desfazia de qualquer futuro profissional que Fallon almejava no meio artístico- isso por que depois de um acidente a mesma tivera parte do seu rosto e corpo queimados. O encontro apesar de inesperado trouxe uma estranha conexão entre os personagens que acabaram decidindo se encontrar durante cinco anos, somente no dia 9 de novembro. Assim, durante os outros dias eles viviam às suas vidas, tinham suas experiencias e não mantinham contato nenhum... até chegar dia 9 de novembro.

Cooleen Hooven mais uma vez criou uma história romântica com boas doses de drama que simplesmente encanta grande parte do público feminino. Confesso que as primeiras páginas do livro não me agradaram muito pois me perguntava se não aconteceria algo que a deixasse mais movimentada. Isso aconteceu até pouco mais da metade da trama que é quando uma situação complicada surge entre o Ben e a Fallon, a partir deste ponto passei a ver a história com outras perspectivas. Já pra perto do fim o grande segredo do livro é revelado e cabe a um dos personagens decidir se quer seguir adiante ou não com essa história de amor.

Com estes elementos posso afirmar que Novembro, 9; com seus erros e acertos, foi uma boa leitura. O melodrama, ao meu ver, teve dois pontos altos durante a história, que apesar de não ser uma total surpresa para mim não deixou de ser uma coisa boa para na trama. Além disso, foi uma história que apresentou uma das protagonistas que mais gostei de acompanhar nesses últimos anos. A Fallon mesmo com todo o trauma consegue ter uma evolução perceptível na trama, coisa que às vezes não consigo captar com facilidade em outras tramas do gênero. É tanto que apesar de achar um pouco irreal a maneira como as coisas acontecem entre ela e o Ben, a personagem em si é bem real, ela sabe que o mais importante é a si mesma e que o romance pode ou não dar certo. Já sobre o Ben só posso dizer que ele é um personagem doce e faz o que pode para ter a Fallon ao seu lado.

Uma coisa que achei negativa no livro é que esse formato - que só mostra o dia em que os personagens se encontram - fez com que personagens secundários fossem poucos explorados, além disso, teve momentos que desejei que a autora tivesse se aprofundado, e que por outro lado acabaram gerando coisas desnecessárias também. Apesar disso, confesso que por ser narrado em primeira pessoa, trazendo os pensamentos de ambos personagens, a trama ganhou contornos mais dramáticos e positivos para mim.

Por fim, a trama criada pela Cooleen Hooven não foi o melhor que li da autora (ainda prefiro Um caso perdido) mesmo assim recomendo para aqueles que gostam de um romance com drama, com direito a segredos, revelações e personagem real e doce. Indico para aqueles que curtem young Adult e para aqueles que querem conhecer a escrita da Cooleen que é definitivamente maravilhosa.
"Quando você encontra o amor, você o segura. Você agarra com ambas as mãos e faz tudo em seu poder para não deixá-lo ir. Você não pode simplesmente andar para longe dele e esperar que ele fique até que você esteja pronta para isso."